Boletim da Fiocruz mostra que pelo menos 17 capitais de todas as regiões do país estão com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. Em Porto Velho, já não há mais leitos.

Boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta sexta-feira (26) aponta que o Sistema Único de Saúde (SUS) vive o momento mais crítico desde o início da pandemia de coronavírus, com ocupação de mais de 80% dos leitos de UTI em pelo menos 17 capitais de todas as regiões do país.

Em algumas capitais, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para adultos ultrapassam os 90%. A situação é pior em Porto Velho, Rondônia, onde já não há mais leitos disponíveis pelo SUS, assim como em Florianópolis, com mais de 96% de lotação dos leitos.

Sete capitais estão com lotação igual ou superior a 90% dos leitos de UTI:

Porto Velho (RO): lotação de 100%
Florianópolis (SC): lotação de 96,2%
Manaus (AM): lotação de 94,6%
Fortaleza (CE): lotação de 94,4%
Goiânia (GO): lotação de 94,4%
Teresina (PI): lotação de 93%
Curitiba (PR): lotação de 90,0%
“As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos revelam o pior cenário já observado, inclusive pela sua dispersão no país”, destaca o boletim, que analisou dados registrados entre 31 de janeiro e 20 de fevereiro.

“O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos”, diz o documento.

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O boletim também destaca o esgotamento dos profissionais de saúde diante da saturação do SUS, além do lento processo de vacinação no Brasil e o surgimento das novas variantes do vírus, mais contagiosas e pouco conhecidas pela ciência. Um dos pontos mais preocupantes, segundo a Fiocruz, é que o país está em “um patamar de intensa transmissão da Covid-19”.