“Temos algumas coisas para trabalhar”, diz a técnica Pia Sundhage após o teste mais difícil do Brasil

A derrota por 2 a 0 para os Estados Unidos cumpriu sua missão na preparação da seleção brasileira feminina rumo aos Jogos Olímpicos: apontar as falhas que precisam ser corrigidas nos próximos quatro meses.

Esse foi o espírito demonstrado pela técnica Pia Sundhage após o jogo. Para a treinadora sueca, a seleção mostrou neste domingo qualidades que precisam ser desenvolvidas e dificuldades a acertar.Precisamos trabalhar algumas partes do jogo, especialmente quando criamos chances. Nós criamos em contra-ataques e também quando mantivemos a bola no último terço do campo. Precisamos fazer mais disso. E mais para frente, temos que melhorar a defesa e a condição física, mas temos alguns meses até as Olimpíadas – afirmou a treinadora.

Precisamos ser mais agressivas, especialmente no meio do campo, e também precisamos ser mais espertas quando recuperamos a bola, para manter a bola no ataque. Não conseguimos fazer isso, especialmente nos primeiros 20 minutos – completou.

O jogo contra as campeãs mundiais, de fato, deixou algumas lições, boas e ruins. O início inseguro, quando as americanas pressionaram e logo abriram o placar, e a diferença física e tática diante de uma equipe “pronta” pesaram contra o Brasil. Em compensação, a qualidade ofensiva do quarteto formado por Marta, Debinha, Ludmila e Bia Zaneratto fez a seleção estar várias vezes perto do empate. A melhorar, o poder de conclusão.

Não acho que lidamos bem com a pressão nos primeiros 15, 20 minutos. No entanto, estou realmente feliz que pouco a pouco nós entramos no jogo e fomos melhorando. Há uma razão para termos criado tantas chances. Claro que seria melhor se tivéssemos marcado, mas são os EUA. Temos muitas coisas para trabalhar em cima.