Entidade processa mais de 6 mil toneladas de embalagens

Uma das principais ações na área de proteção ambiental, na Região de Araçatuba, em duas décadas, já resultou no processamento de mais de seis mil embalagens de agrotóxicos. Os dados foram divulgados pela Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos de Bilac na sexta-feira, dia em que completou 21 anos.

Do início de suas atividades até dezembro de 2020, a entidade já processou e destinou corretamente 6.853 toneladas de embalagens. Dados divulgados pela Central de Bilac mostram que a média mensal de recebimento de embalagens, na atualidade, é de cerca de 50 toneladas por mês.

Gerenciada pela Arian (Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas na Noroeste), a Central mantém convênio com o inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), entidade sem fins lucrativos criada por fabricantes de defensivos agrícolas para promover a correta destinação das embalagens vazias de seus produtos. O material processado é destinado a incineradoras ou recicladoras. As recicladoras de Louveira (SP) e Taubaté (SP) são as que mais recebem materiais de Bilac. Já as incineradoras ficam em Taboão da Serra e Suzano.

De acordo com o inpEV, são cerca de 400 unidades, entre centrais e postos, espalhados pelo Brasil para o processamento e destinação das embalagens de defensivos agrícolas.

Segundo o gerente da Arian e gestor da Central de Bilac, Cláudio Cortez, os agricultores devem cumprir a Lei Federal 9.974/00, que trata da destinação final correta das embalagens, contribuindo, assim, para a preservação da saúde humana e do meio ambiente. Ele destacou que o Brasil é referência mundial na destinação ambientalmente correta do material, encaminhando 94% de embalagens plásticas primárias para reciclagem ou incineração.

“Durante esse período de 21 anos, fizemos um trabalho de conscientização do homem do campo e da população em geral. É gratificante saber que durante esse período ajudamos a destinar essas embalagens corretamente e, principalmente, ajudamos a preservar a mãe natureza”, destacou o gerente.