No acumulado em 12 meses, IPCA recuou para 2,54%, ficando ainda mais abaixo da meta de 4,25% para o ano, o que reforça as apostas de novos cortes na taxa básica de juros.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,10% em outubro, favorecido principalmente pela queda no preço da energia, segundo divulgou nesta quinta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando ficou em 0,02%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 2,60% em 9 meses. Em 12 meses, o IPCA registra avanço de 2,54%, abaixo dos 2,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando ainda mais distante da meta central de 4,25% definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 5% ao ano.

Queda no preço da energia freia inflação em outubro
Na passagem de setembro para outubro, houve deflação em 3 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, com destaque para o grupo “Habitação” (-0,61%), responsável pela maior por um impacto de -0,10 ponto percentual no índice geral.

Segundo o IBGE, a queda no preço da energia foi o principal item que ajudou a frear a inflação em outubro, com impacto de -0,13 ponto percentual no índice. Com exceção de Salvador, que teve alta de 0,86%, e Vitória, de 2,24%, todas as áreas pesquisadas registraram recuo nos preços da energia.

“Em setembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1 e, em outubro, passou a vigorar a amarela, cujo acréscimo é menor”, explicou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, citando ainda a redução nas tarifas de energia de concessionárias em São Paulo, Brasília e Goiânia.

 

Veja a inflação de outubro por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:

Alimentação e Bebidas: 0,05% (0,01 ponto percentual)
Habitação: -0,61% (-0,10 p.p.)
Artigos de Residência: -0,09% (0 p.p.)
Vestuário: 0,63% (0,04 p.p.)
Transportes: 0,45% (0,08 p.p.)
Saúde e Cuidados Pessoais: 0,40% (0,05 p.p.)
Despesas Pessoais: 0,20% (0,02 p.p.)
Educação: 0,03% (0 p.p.)
Comunicação: -0,01% (0 p.p.)

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