Em reunião na noite de terça, presidente do São Paulo foi questionado sobre valores da compra de Diego Souza e defendeu a idoneidade do departamento de futebol

A reunião de terça-feira à noite do Conselho Deliberativo do São Paulo foi marcada por cobranças ao presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O tema principal foi o valor gasto na contratação de Diego Souza, emprestado na semana passada ao Botafogo em troca da prioridade de compra do atacante Luiz Fernando e de uma economia que o Tricolor calcula ser de R$ 8 milhões até dezembro.

O relatório periódico do Conselho Fiscal, lido nesta reunião, questiona a diretoria de futebol. O parecer aponta que o clube gastou R$ 13,4 milhões para tirar Diego Souza do Sport, sendo que o valor divulgado na época foi de R$ 10 milhões.

A operação, na verdade, acabou ficando em R$ 12,4 milhões. Os R$ 10 milhões foram pagos ao Sport pela aquisição dos direitos econômicos do centroavante, enquanto R$ 1,4 milhão foi pago em comissões a serem divididas pelos agentes Fábio Mello (intermediário das negociações e que tem sido questionado por já ter sido sócio de Raí em negócios fora do futebol) e Eduardo Uram (representante de Diego Souza) e R$ 1 milhão em luvas para o jogador. Seriam R$ 2 milhões, mas ele abriu mão de metade ao se transferir para o Botafogo.

Leco tomou a palavra e defendeu o departamento de futebol, explicando que o pagamento de luvas e comissões é comum e sugerindo a criação de uma comissão fiscalizadora com três membros do Conselho Deliberativo, sendo dois de oposição, para não haver dúvidas sobre a idoneidade do próprio Leco, do diretor Raí e do gerente Alexandre Pássaro, todos alvos de críticas nos últimos tempos. A ideia é que eles tenham acesso aos contratos e a todos os valores das operações.