São cumpridos 12 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão, todos no estado de São Paulo. Objetivo é desarticular atual comando da facção e lavagem de dinheiro feita por meio de esquema no Paraguai e na Bolívia.

O Ministério Público de São Paulo realizou, na manhã desta segunda-feira (14), uma operação contra o PCC, facção que atua dentro e fora dos presídios do país.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de prisão para suspeitos que estão nas ruas, e 40 mandados de busca e apreensão, todos no estado de São Paulo.

Até as 9h30, cinco pessoas tinham sido presas, sendo quatro homens e uma mulher. No litoral paulista, um dos alvos morreu durante confronto com a policia na Praia Grande. Na ação, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado após serem encontrados explosivos no endereço do suspeito.

Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é a prisão dos criminosos que assumiram o controle da facção, depois que os principais chefes foram transferidos para presídios federais, em fevereiro de 2019.

Investigação
Os investigadores apontam que o atual comando seria composto por 21 pessoas. Alvos foram identificados vivendo na Bolívia, no Paraguai e até na África.

“Alguns alvos estão foragidos, possivelmente no Paraguai e na Bolívia, ou até mesmo na África, mas a importância foi reunir provas contra esses elementos, conseguir as prisões temporárias. É a operação hoje considerada mais importante depois da remoção da liderança”, disse o promotor Lincoln Gakyia, integrante da força-tarefa que investiga a facção.

A operação também tem como alvo a prisão dos homens que teriam sido encarregados por Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, para executar Gakyia. O promotor foi o responsável pelo pedido de transferência dos chefes do PCC para presídios federais no ano passado.