Clube reforça que não quer adiamento pelos casos de contaminação no rival. Mas queria adiar pelo acúmulo de partidas. Federação Paulista admite que situação não é ideal

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, procurou o blog para reforçar que o pedido de adiamento do Dérbi feito pelo clube que preside aconteceu por causa do acúmulo de jogo e não pelos dezenove casos de covid no Corinthians. Embora o texto da manhã desta quarta-feira deixasse este aspecto claro, o título tinha de fato uma ambiguidade e dava a entender que a covid provocou o pedido de adiamento.

“O título faz parecer que caímos numa contradição. Não é o caso. Nós estávamos em Doha quando começamos a conversar com a Federação Paulista, pedindo o adiamento, porque entendemos que representamos o futebol de São Paulo na Copa do Brasil e a temporada foi muito desgastante”, disse Maurício Galiotte.

A Federação Paulista admite que a situação não é a ideal, gostaria de atender ao pedido de adiamento, mas entende que a mudança de data provocaria prejuízo para outros clubes. O Palmeiras teria de fazer quatro partidas no intervalo de oito dias, mas outros times também seriam castigados pelo calendário.

Outro fator que prejudicou a tentativa de adiamento foi a recusa do Corinthians mudar a data do clássico.

As negociações pelo adiamento começaram há mais de um mês. Portanto, antes do surto de Covid no CT Joaquim Grava, do Corinthians.

O Dérbi está mantido e será realizado às 19h desta quarta-feira (3), na Neo Química Arena.