Uma mulher e 8 homens morreram pisoteados em um baile funk no fim de semana.

Gustavo Cruz Xavier, 14 anos, é uma das vítimas da ação da PM em Paraisópolis — Foto: Arquivo Pessoal/Redes sociais

Gustavo Cruz Xavier, 14 anos, é uma das vítimas da ação da PM em Paraisópolis — Foto: Arquivo Pessoal/Redes sociais

A Polícia Civil começa a ouvir nesta segunda-feira (2) testemunhas da ação da Polícia Militar que deixou nove mortos e 12 feridos em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada de domingo (1º).


Os policiais do 89º DP, no Portal do Morumbi, vão ouvir frequentadores do baile, parentes de vítimas e outros policiais que ajudaram a socorrer as vítimas. Nove pessoas, sendo uma mulher e oito homens, morreram pisoteadas.

Seis policiais militares que participaram da ação no baile foram ouvidos na tarde de domingo. As armas deles foram apreendidas.

Policial dá tapa no rosto de pessoa sentada em Paraisópolis (SP)

De acordo com a polícia, agentes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) realizavam uma Operação Pancadão na comunidade – a segunda maior da cidade, com 100 mil habitantes – quando foram alvo de tiros disparados por dois homens em uma motocicleta. A dupla teria fugido em direção ao baile funk ainda atirando, o que provocou tumulto entre os frequentadores do evento, que tinha cerca de 5 mil pessoas.

No entanto, os frequentadores do baile negam a versão dos PMs. A mãe de uma adolescente de 17 anos que estava no local e que foi agredida com uma garrafa disse que os policiais fizeram uma emboscada para as pessoas que estavam no baile.

O porta-voz da Polícia Militar, o tenente-coronel Emerson Massera, defendeu a atuação da tropa. Ele disse que nenhum policial fez disparos com armas de fogo e que os criminosos em fuga usaram os frequentadores para se proteger.