Técnico reconhece superioridade argentina, chama seus jogadores de guerreiros e é só elogios a Marcelo Gallardo: “Melhor treinador do que eu”

Mesmo derrotado por 2 a 0 e pressionado até o último minuto pelo River Plate, que teve gol anulado e pênalti desmarcado, o Palmeiras conseguiu avançar à final da Libertadores na última terça-feira, no Allianz Parque.

Em uma atuação muito diferente daquela da semana passada, quando venceu por 3 a 0, na Argentina, o técnico Abel Ferreira viu seu time ser dominado mesmo quando tinha um jogador a mais no segundo tempo. Fruto, em sua opinião, de um embate psicológico.

– Eu gosto muito da psicologia, é um dos componentes que eu adoro. A intensidade do sentimento da perda é o dobro da intensidade do lucro. O jogo hoje era muito mental – analisou o português, que virou o intervalo já perdendo por dois gols, o limite que poderia para ficar com a vaga.

– Na volta do vestiário eles estavam animicamente mais fortes, é perfeitamente normal. Temos que sofrer, conseguimos a classificação muito pelo jogo que fizemos na Argentina. No de hoje, o adversário foi superior a nós, não custa admitir. No primeiro fomos muito melhores, podíamos ter feito mais, mas hoje foi o fator psicológico que fez diferença no jogo.

Passado o sofrimento em mais de 100 minutos de jogo (contando os acréscimos dados pela arbitragem), o sentimento de Abel e do elenco palmeirense minutos depois do jogo na arena era um misto de alívio. Um resultado, ainda que negativo no placar, muito festejado.