Ações tramitaram em Guararapes (SP), onde ele é auxiliar de serviços diversos no Departamento Municipal de Água e Esgoto


Danilo de Oliveira Ferreira, 25 anos, que foi preso na quarta-feira (13) pela Polícia Civil acusado de matar a vizinha dele, Rosineia Rodrigues dos Santos, 42, em Santo Antônio do Aracanguá, tem duas condenações recentes pela Justiça de Guararapes (SP).

Apesar de residir em Santo Antônio do Aracanguá, ele é funcionário da Prefeitura de Guararapes, contratado como auxiliar de serviços diversos no Departamento de Água e Esgoto. As condenações são referentes a dois processos e nos dois, as sentenças para cumprimento no regime aberto foram convertidas em não restritivas.

No caso da importunação sexual, a pena é de 1 ano e 2 meses, crime ocorrido em julho de 2019. A vítima disse que seguia para o trabalho de bicicleta, quando foi agarrada por trás por Ferreira.

Ela seguia próximo à sede da AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil) e, ao parar em uma esquina, foi surpreendida pelo condenado, que estava com uma moto preta, se aproximou e a agarrou pela cintura. A mulher relatou na ocasião que o empurrou e fugiu em seguida, comunicando o caso à polícia.

De acordo com a mulher, cerca de dois meses antes Ferreira havia passado as mãos nas pernas dela. Na ocasião, ele também estava com a moto, que usou para bloquear a passagem na rua, a segurou pela cintura e passou a mão pelas pernas dela.

No mesmo dia, o condenado esteve na casa de uma tia da vítima e deixou o número do celular, dizendo que era para adicioná-lo no aplicativo WhatsApp. Na ocasião, ele estava de capacete e não se identificou.

A vítima o adicionou e, pela foto, conseguiu identificá-lo no Facebook e foi informada que outras mulheres vinham sendo perturbadas por ele, causando reclamações.

Em depoimento em juízo, o réu disse que ao ver a vítima saindo da casa dela achou ela bonita, a convidou para sair, mas ela recusou. Por isso, ele foi ao imóvel e deixou o número do celular.

Ele negou ter agarrado a mulher, mas foi condenado nos termos da denúncia do Ministério Público. A pena foi convertida em prestação de serviço à comunidade e pagamento de multa de dois salários mínimos a uma entidade assistencial, com direito a recorrer da sentença.

A condenação por furto é por crime ocorrido em abril de 2019, quando ele foi acusado de pegar o celular de uma mulher com 44 anos na época.

A vítima contou à polícia que na ocasião seguia de bicicleta com o celular no bolso traseiro da calça e foi surpreendida por um desconhecido conduzindo uma moto preta, que pegou o aparelho. Ela ainda tentou segurá-lo, mas não conseguiu.

Após o registro da ocorrência, a polícia conseguiu identificar Ferreira por foto, como sendo a pessoa que habilitou o celular. Os policiais conseguiram o endereço dele, que foi localizado e alegou que o pai dele havia lhe presenteado com o aparelho.

Porém, posteriormente alegou tê-lo encontrado na rua, negando o furto, mas foi reconhecido pela vítima como autor do furto e inclusive reconheceu a moto dele.

Interrogado em juízo, o réu optou por permanecer em silêncio, alegando ser pessoa de bem e que não pretendia prejudicar ninguém.

A sentença nesse caso foi proferida no final de outubro do ano passado, com pena de 1 ano de reclusão em regime aberto, a qual foi substituída pelo pagamento do valor correspondente a um salário mínimo. A defesa do réu já recorreu da decisão e é aguardado o julgamento do recurso.
Fonte: Hojemais