Vítima fazia ponto na rua Marcílio Dias, foi estrangulada e teve o corpo enterrado em mata no Jardim Universo

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (25) para julgar Ruan Richard Cwsto Nisa, 26 anos. Ele é acusado de ter matado Ivan Carlos Rodrigues Costa, 34, morador no bairro Água Branca.

A vítima, que era homossexual e fazia ponto na rua Marcílio Dias, foi estrangulada, teve o corpo enterrado em uma mata no Jardim Universo e o celular furtado.

Os crimes aconteceram em uma casa no Jardim Universo em setembro de 2015 e o corpo foi localizado no mês seguinte. O réu foi denunciado por homicídio qualificado por meio cruel, ocultação de cadáver e furto.

Outros três rapazes foram denunciados pelo crime de ocultação de cadáver, acusados de terem ajudado a enterrar o corpo. Porém, durante o processo o promotor Adelmo Pinho solicitou à Justiça que eles não fossem pronunciados.

O desaparecimento da vítima foi denunciado por uma irmã dela. A mulher foi à delegacia no início da tarde de 7 de setembro de 2015 e contou que o irmão costumava ficar das 18h às 4h30 no ponto da Marcílio Dias. Entretanto, ele não voltou para casa e ela não conseguia falar com ele pelo celular, que estava desligado.

O caso passou a ser investigado pla DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e o delegado Paulo Natal já trabalhava com a possibilidade de homicídio.

O réu foi apontado como suspeito porque ele já havia feito programa com a vítima. Ele foi localizado, interrogado e negou o crime. Além disso, não havia corpo.

Durante as investigações a polícia recebeu denúncia de que Ivan tinha mesmo sido assassinado e o corpo tinha sido enterrado em uma mata no Jardim Universo, entre as ruas Arthur Ferreira da Costa e Conde Zepelin.

Após as denúncias, foram feitas escavações no local duas vezes, mas nada foi encontrado.

O corpo só foi localizado depois que uma testemunha ouvida informou a localização exata. A escavação no local foi feita com auxílio de funcionários da empresa Monte Azul Ambiental, responsável pela limpeza urbana. O corpo tinha um pedaço de fio preso ao pescoço.