Disse aos policiais que ninguém iria revistá-lo e passou a se colocar em posição de luta, dizendo ser lutador de jiu-jitsu

Um advogado de 34 anos, morador na região central de Araçatuba (SP), foi detido na madrugada deste domingo (20) por porte de entorpecente. Ele foi flagrado por policiais militares com uma porção de maconha e resistiu à abordagem, inclusive ameaçando os policiais, alegando ser lutador de jiu-jitsu.

Segundo a polícia, o investigado era passageiro de um carro que foi abordado pouco antes das 3h, na avenida Waldir Felizola de Moraes, após denúncia de que uma pessoa havia sido agredida por ocupantes de um veículo com as mesmas características.

Os policiais relataram que o condutor imediatamente obedeceu a ordem de parada. Ao serem questionados se havia algo de ilícito no carro, eles demonstraram certo nervosismo, mas negaram. O condutor e dois passageiros foram revistados e nada de ilegal foi encontrado.

Quando chegou a vez de o investigado ser revistado, ele se apresentou como advogado e afirmou que ninguém iria revistá-lo.

Os policiais relataram que pediram ao advogado que apresentasse a identificação funcional, não foram atendidos e quando tentaram abordá-lo, ele disse que era lutador de jiu-jitsu e se colocou em posição de luta.

Foi solicitado apoio e com a chegada de outra equipe foi feita a revista no investigado, que trazia uma mochila na qual havia uma porção de maconha e um dichavador com resquícios da droga, que estavam dentro de uma capa de óculos.

Os policiais liberaram os demais ocupantes do veículo e ao ser informado que iria ser levado ao plantão policial, o advogado novamente gritou que era lutador e que as prerrogativas dele não estavam sendo respeitadas.

Por ter resisitido ele foi algemado e apresentado na delegacia, onde continuou agitado e xingou um dos policiais, que foi ameaçado.

O advogado Pedro Augusto Chagas Júnior, coordenador regional de Prerrogativas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Araçatuba, foi chamado para acompanhar o registro da ocorrência.

Segundo a polícia, após falar com o investigado ele informou que não iria acompanhar o depoimento por entender que não houve qualquer ofensa às prerrogativas de advogado.

Ainda de acordo com a polícia, ao ser interrogado, o investigado passou a repetir frases e falas desconexas, não sendo possível concluir o depoimento. O caso foi registrado como posse de entorpecente e desacato. Após a conclusão do boletim de ocorrência ele foi liberado.
Fonte: Hojemais