Ministério da Educação e a Casa Civil são alvos de críticas dentro e fora do governo

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni — Foto: Gustavo Garcia/G1

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni — Foto: Gustavo Garcia/G1

Aliados do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, alertaram que ele entrou no processo de fritura do presidente Jair Bolsonaro. Ao blog, interlocutores políticos do ministro demonstraram preocupação com a situação de Onyx, que, para se manter no cargo e para ter visibilidade na disputa eleitoral gaúcha em 2022, aceitou o processo de esvaziamento da Casa Civil nestes últimos meses.

Esses aliados estão surpresos com o gesto de Bolsonaro de tirar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, no meio de uma crise que não foi motivada por Onyx: a demissão por duas vezes em menos de 48 horas do ex-secretário-executivo José Vicente Santini, que usou jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar para Suíça e Índia.

Segundo interlocutores do presidente, o desencantamento com Onyx é antigo. Bolsonaro avalia que o ministro não acertou na coordenação política. E que, agora, ocupa a Casa Civil, no melhor gabinete do Planalto, sem mostrar resultado. A percepção no governo é que ele não fez decolar o PPI. Para aliados de Onyx, Bolsonaro aproveitou a ausência dele no Planalto e usou o pretexto de Santini para mandar um recado público de insatisfação.