Galo consegue segurar evolução do São Paulo no segundo tempo e vence após grande jogada de Hulk, assinada por Hyoran e Jair; vitória teve como destaque o sistema de marcação

O placar magro pode esconder a grande partida que o Atlético-MG fez no Mineirão, ao vencer o São Paulo por 1 a 0, nesse domingo, pelo Brasileiro. Ainda que tenha jogado pouco no campo de ataque no segundo tempo, o time de Cuca teve mérito na marcação, praticamente não dando chances pra equipe de Hernán Crespo esboçar e chegar ao empate.

Ainda que os contra-ataques possam ser melhor aproveitados pelo pessoal lá da frente, a vitória precisa ser comemorada. O adversário é casca dura e, ao mudar e abandonar o esquema de três zagueiros na lesão de Miranda, ocupou melhor o campo de jogo.

Mas não venceu o Galo nem neste quesito. Uma performance tática bem consistente do Atlético. Concentração alta e muita correria para fechar as portas. Guga e Jair saíram exaustos de campo, símbolos da aplicação na marcação. Cuca escolheu uma escalação com a volta dos laterais que estavam na seleção olímpica.

A apreensão do Atlético na partida foi muito mais pela posse de bola do São Paulo no segundo tempo, do que chances por criadas contra Everson, que fez basicamente uma intervenção mais difícil no jogo, ao salvar corte de Réver em cruzamento de Gabriel Sara.
Sem Tchê Tchê e Zaracho, isso nem contabilizando os quatro jogadores convocados para a Copa América, Cuca colocou um time num 4-2-3-1, aparente. Mas, na prática, Allan recuava no meio, Jair fazia tabelinha com Hyoran (mais recuado), e, do outro lado, Keno ficava bem aberto na linha de Hulk. Nacho, como sempre, (e, desta vez, de luto), desfilou sua capacidade de circular por praticamente todas as faixas de campo.