Alternativas não faltam ao treinador. E ainda deve vir reforço para o ataque alviverde

Willian comemora seu gol contra o Ituano — Foto: Marcos Ribolli

Willian comemora seu gol contra o Ituano — Foto: Marcos Ribolli

A delegação do Palmeiras que viajou a Itu (e goleou o Ituano por 4 a 0, na última quarta-feira), pela primeira rodada do Campeonato Paulista, tinha três pontas de ofício à disposição para o lado esquerdo, oposto ao de Dudu. Mas nenhum deles foi titular.

Gabriel Veron (sensação promovida das divisões de base no fim do ano passado), Willian (um dos nomes do elenco com mais atuações pelo clube) e Wesley (que tem se destacado após retornar de empréstimo) começaram no banco de reservas do estádio Novelli Júnior.

Em vez de um atacante pela beirada, o técnico Vanderlei Luxemburgo optou por Raphael Veiga mais uma vez no setor. O meia apareceu pouco e acabou dando lugar a Veron no intervalo, mas a sua escalação entre os 11 iniciais é só um dos exemplos de quantas opções há no elenco, reforçado até o momento apenas com garotos.

A troca no intervalo, somada a uma estratégia muito mais ofensiva, depois de um primeiro tempo estudado, foi o primeiro passo para o Palmeiras dominar a etapa final.

À medida que os gols (veja todos no vídeo abaixo) foram saindo – Marcos Rocha e Lucas Lima fizeram os dois primeiros –, e o Ituano foi sendo facilmente vencido, Luxemburgo decidiu preservar dois jogadores experientes que ainda recebem maior cuidado da preparação física nesta pré-temporada: o atacante Luiz Adriano e o volante Ramires, ambos contratados no meio do ano passado, foram substituídos por Willian e Zé Rafael.

Os substitutos, em mais um exemplo da polivalência que a comissão técnica enxerga neste elenco, não entraram para exercer suas funções de origem. O atacante de beirada foi um falso 9, enquanto o meia atuou como segundo volante. Curiosamente, foram deles os dois últimos gols.

– Eu quero meus jogadores incomodando um ao outro. Quero que o segundo repórter seu incomode para ganhar a sua vaga. No futebol não é diferente. Vou ter um time titular, vou rodar alguma coisa, alguém vai cansar. Mas quero que encoste no rabo do outro para poder ganhar a vaga. Ou vai ficar muito fácil e confortável. Eu sou o dono da posição e não acontece nada? – comparou o técnico.