Ex-ministro e empresário pecuarista, Laurentino Cortizo teve 31% dos votos e venceu o ex-chanceler e advogado Rômulo Roux e o candidato independente Ricardo Lombana.

O ex-ministro e empresário pecuarista Laurentino Cortizo, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), é o virtual vencedor das eleições presidenciais do Panamá, anunciou o Tribunal Eleitoral do país neste domingo (5). Com mais de 92% das urnas apuradas, Cortizo tem 33% dos votos.

Cortizo vai substituir Juan Carlos Varela, que deixará a presidência com popularidade em baixa devido a quatro fatores: desaceleração econômica; aumento do custo de vida; sensação de corrupção; e crise de setores como saúde pública e justiça.

Da oposição e social-democrata, Cortizo venceu em uma acirrada eleição o ex-chanceler e advogado Rômulo Roux, que também é da oposição e recebeu 31% dos votos.

Roux é do partido liberal Mudança Democrática (CD, Cambio Democratico em espanhol), que denunciou supostas irregularidades no pleito e disse que vai revisar as atas das votações.

O anúncio da vitória foi feito pelo juiz Heriberto Araúz, presidente do Tribunal Eleitoral, que perto da meia-noite telefonou para Cortizo para anunciar que ele era o “virtual vencedor para o cargo de presidente da República para o quinquênio 2019-2024”.

“O anúncio da proclamação oficial vai ser feito nos próximos dias pela Junta Nacional de Apuração, que depois fará um ato formal de proclamação”, afirmou Araúz. O resultado só deve ser oficializado na quinta (9), segundo o juiz.

Em terceiro lugar ficou o candidato independente Ricardo Lombana, com pouco mais de 19% dos votos, o que representa crescimento histórico para os movimentos independentes.

Lombana conseguiu capitalizar a insatisfação dos eleitores com a corrupção da classe política e ficou à frente do candidato governista José Blandón, que ficou apenas em quarto lugar, com mais de 10% dos votos.

Mais de 2,7 milhões de eleitores foram chamados às urnas para escolher o presidente e vice-presidente do país, deputados da Assembleia Nacional e do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), prefeitos, representantes de corregedoria e vereadores.