Em 19 de novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças de uma unidade do supermercado em Porto Alegre. Seis pessoas respondem pelo crime.

O Carrefour afirmou, nesta quarta-feira (9), que está avançando nas tratativas junto às autoridades públicas e associações civis para a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no valor de R$ 120 milhões, para evitar ações no caso do homem negro morto em uma unidade da rede, em Porto Alegre.

“Com esse acordo, os compromissos já assumidos pela Companhia e envolvendo o montante de R$ 120 milhões (já majoritariamente provisionados pela Companhia), a serem desembolsados ao longo dos próximos anos, em relação ao evento ocorrido”, afirma o comunicado. O Ministério Público disse ao G1 que o acordo ainda não foi assinado.

No dia 19 de novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças no Carrefour do bairro Passo D’Areia, na Zona Norte da Capital. Seis pessoas ainda respondem pelo crime na Justiça (leia mais ao fim da reportagem).

Beto, como era conhecido, foi conduzido até a saída do supermercado por duas pessoas após se desentender com uma funcionária. Na porta do local, ele deu um soco em um dos seguranças, que responderam com mais agressões. Os seguranças então imobilizaram o homem no chão e continuaram com o espancamento. O vídeo abaixo mostra a violência. É possível ver marcas de sangue e ouvir Beto dizer que sente dor e que está morrendo. Assista:

Indenizações a familiares
No final de maio, a viúva de João Alberto aceitou a proposta de indenização feita pelo Carrefour. Segundo o advogado de Milena Borges Alves, o valor pago pelo hipermercado é superior a R$ 1 milhão.

A empresa pagou outras oito indenizações aos demais familiares, entre eles o pai, filhos e a enteada de João Alberto.