Desde o início do motim, estado registrou 195 homicídios. OAB pede que PMs amotinados listem as reivindicações para entidade levar documento ao Governo do Ceará.

Policiais continuam paralisados e amotinados em batalhões no Ceará — Foto: Camila Lima/SVM

Policiais continuam paralisados e amotinados em batalhões no Ceará — Foto: Camila Lima/SVM

O Ceará chegou nesta quinta-feira (26) ao 10º dia seguido de paralisação de parte da Polícia Militar com três batalhões e uma base policial ainda fechados. Para tentar solucionar o motim, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), Erinaldo Dantas, solicitou ao representante dos PMs amotinados uma lista de reivindicações para que seja apresentada ao governo do Ceará.

O motim começou na terça-feira (18), quando homens encapuzados que se identificam como agentes de segurança do Ceará invadiram e ocuparam quarteis, depredando veículos da polícia. Policiais militares reivindicam aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana.

Nesta quarta-feira (26), o governo cearense pediu ao Governo Federal a prorrogação da permanência de militares do Exército no estado. O prazo inicial se encerra na sexta-feira (28).

Os representantes dos três poderes e da OAB começaram a negociar com os policiais militares após a formação de uma comissão. O grupo realizou a primeira reunião oficial para traçar estratégias de conciliação e depois se dirigiu a um dos batalhões ocupados nesta quarta.

A comissão é composta pelos seguintes membros:

Poder Executivo – Procurador-Geral do Estado, Juvêncio Viana
Poder Judiciário – Corregedor-Geral Desembargador Teodoro Silva Santos
Poder Legislativo – Deputado estadual Evandro Leitão (PDT)
Funcionam como observadores as seguintes autoridades:

Ministério Público – procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro
Exército – Coronel Marcos Cesário
OAB – Erinaldo Dantas (presidente do órgão)