Após chegadas de últimas assinaturas, grupo formado por VPs e 15 conselheiros se encontra pela primeira vez e terá até 25 dias para emitir parecer favorável ou não

O contrato entre Vasco e 777 Partners está oficialmente assinado. Após a conclusão da formalidade das assinaturas eletrônicas no Brasil e nos EUA, o clube iniciou nesta segunda uma nova fase no processo da venda de 70% da SAF. Na sede da KPMG, no Centro do Rio de Janeiro, a Comissão Especial se reuniu para começar a analisar o contrato vinculante.

A 777 se compromete a investir R$ 700 milhões por 70% da SAF – o que deixaria o futebol do clube avaliado em R$ 1 bilhão – e a assumir a dívida de R$ 700 milhões. Por isso, o clube trata o negócio no valor total de R$ 1,7 bilhão.

O contrato está assinado, mas só entra em vigor se for aprovado pelas instâncias do clube. A primeira é a comissão que se reuniu pela primeira vez nesta segunda. Os documentos incluem contrato de investimentos, acordo de acionistas, instrumento de cessão das ações, cartas de garantias, licenciamento de marcas, cessão e investimentos nos CTs, aluguel do Estádio de São Januário, entre outros.

A Comissão Especial teve acesso pela primeira vez aos documentos. Ela terá 15 dias, prorrogáveis por mais 10, caso necessário, para analisar e emitir um parecer favorável ou não.

A Comissão é presidida pelo 2º vice-geral do Vasco, Roberto Duque Estrada, e será formada por 15 membros do Conselho Deliberativo. Além de Duque Estrada, farão parte do grupo Alexandre Bittencourt, Eduardo Rua, Evanil Ribeiro, Ingor Costa, José Carlos Osório, Júlio Brant, Luís Manoel Fernandes, Manoel Cordeiro Filho, Orlando Donin Júnior, Rafael Pina, Roberto Vallim, Rodrigo Martins, Silvio Almeida e Wagner Coutinho Filho.

Também vão participar dos trabalhos Carlos Roberto Osório, José Carlos Bulhões e Adriano Mendes, respectivamente 1º vice-presidente, vice-presidente jurídico e vice-presidente de finanças, além de eventuais membros da Mesa Diretora e do Conselho Deliberativo.

O parecer é o ponto de partida para as convocações da reunião no Conselho Deliberativo e da votação na Assembleia Geral de sócios. Por determinação do estatuto, é obrigatório haver o prazo de cinco dias entre a convocação e a realização da votação no CD. No caso da AGE, esse prazo é de 10 dias.