Bolsonaro participa nesta manhã, em Jerusalém, da cerimônia de condecoração dos militares israelenses que atuaram na operação de resgate de vítimas da tragédia de Brumadinho e visita a Basílica do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações, ao lado do premiê Benjamin Netanyahu.

O presidente brasileiro está desde ontem em Israel para uma visita que vai até quarta-feira (3). Após se encontrar com Netanyahu, Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório comercial do governo brasileiro em Jerusalém, cidade considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos e que não é reconhecida internacionalmentecomo capital israelense.

Netanyahu recebe Bolsonaro em meio a campanha e denúncias
A abertura do escritório em Jerusalém é uma saída diplomática para o embaraço gerado com países árabes após o presidente ter manifestado a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, como fez Donald Trump.

Apesar do recuo parcial, a medida foi condenada pelos palestinos, e o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina chamou de volta o embaixador no Brasil. Em comunicado, considerou a decisão brasileira uma “flagrante violação de legitimidade internacional” e uma “agressão”.

Semana no Congresso
Enquanto Bolsonaro está em Israel, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se prepara para falar à CCJ da Câmara, na quarta-feira (3). Ele foi convidado pela 2ª vez para apresentar aos deputados da comissão a proposta da reforma da Previdência. É na CCJ da Câmara que a proposta dá os primeiros passos para ser votada. Segundo o relator, um parecer sobre a reforma deve ser apresentado até o dia 9.

No Senado, deve ser votada a PEC do Orçamento Impositivo, que obriga o governo a executar investimentos previstos e tira do Executivo o poder para remanejar despesas. A proposta foi aprovada em 2 votações na Câmara e deve ser analisada pelos senadores na quarta-feira, segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Previsão do PIB e inflação
Banco Central divulga o Relatório Focus, com estimativas do mercado para o PIB, inflação, juros e câmbio. Em fevereiro, os analistas reduziram a previsão do PIB de 2,50% para 2,48%.