Onda de choque causada por megaexplosão destruiu bairro residencial na capital do Líbano.

Novas imagens feitas por um drone mostram a extensão dos danos causados pela megaexplosão de um armazém no porto de Beirute em 4 de agosto. As filmagens mostram como a onda de choque quebrou paredes e destruiu casas e apartamentos do bairro Gemmayzeh, na capital do Líbano. Veja no VÍDEO acima.

Por causa da destruição, moradores tiveram de deixar suas casas — estima-se que 300 mil pessoas ficaram desabrigadas com a megaexplosão. O incidente causou também um colapso no sistema de saúde de Beirute, que já sofre com os efeitos do novo coronavírus. Por isso, autoridades estudam decretar novo lockdown, ainda que muitas pessoas ainda estejam sem ter onde morar.

O número de mortos segundo contagens oficiais passam dos 170, e mais de 6 mil pessoas ficaram feridas. O impacto da explosão foi tão forte que abriu uma cratera de 43 metros de profundidade no porto de Beirute. Além disso, observatórios sismológicos indicaram um tremor de magnitude 3,3 no local.

A hipótese mais provável para a incidente é o armazenamento de nitrato de amônio, substância altamente explosiva normalmente usada para fertilizantes. O governo libanês confirmou que foi avisado sobre o depósito do material.

A megaexplosão, inclusive, foi o estopim para nova onda de protesto contra a classe política do Líbano, país que vive forte crise econômica piorada pela pandemia. Pressionado, o primeiro-ministro Hassan Diab pediu renúncia.