Elenco se reúne no CT para protestar contra o preconceito, um dia depois de zagueiro abandonar duelo contra o Cádiz alegando ter sido chamado de “negro de m…”

O treino do Valencia nesta segunda-feira foi marcado por um ato do elenco em apoio ao zagueiro Diakhaby. Um dia depois de o zagueiro abandonar o duelo contra o Cádiz alegando ter sido vítima de preconceito racial, os jogadores, a comissão técnica e até o presidente do clube se reuniram no gramado do CT para uma manifestação.

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Todos posam para foto com a mão aberta, espalmada, em um sinal de “pare”, com Diakhaby na frente. A imagem foi postada nas redes sociais do clube com a legenda “Parem o racismo”. O Valencia também emitiu um comunicado oficial expressando “total apoio” a Diakhaby e indicando que lutará até o fim para erradicar o racismo e esclarecer o caso do último domingo.

Logo depois a partida contra o Cádiz, o Valencia havia se manifestado através de nota, na qual indicou orgulho pelo apoio dado pelos companheiros a Diakhaby, inclusive na decisão de deixar o gramado após o incidente. O clube também garantiu que não incentivou que os atletas retornassem ao gramado, indicando que os jogadores decidiram voltar após o árbitro indicar as possíveis consequências do abandono do jogo. O comunicado também apontou que o próprio Diakhaby incentivou os companheiros a voltar ao gramado.

O zagueiro francês acusou o espanhol Juan Cala de racismo aos 29 minutos do primeiro tempo do confronto do último domingo, vencido pelo Cádiz por 2 a 1. Após um desentendimento com o rival, Diakhaby procurou o árbitro indicando que Cala havia o ofendido, o chamando de “negro de merda”. A revolta do jogador foi compartilhada por companheiros de time, e o elenco do Valencia decidiu deixar o gramado.

A partida ficou paralisada por cerca de 20 minutos, até os atletas do Valencia retornarem a campo para a conclusão da partida – sem Diakhaby, que resolveu não atuar mais. O árbitro do jogo, David Medié, relatou na súmula a acusação feita pelo francês contra Juan Cala.