Disse que pagou R$ 4,3 mil em Honda Falcon; foi preso em 2013 acusado de comprar caminhonete roubada para vender no Paraguai

O empresário Danilo Luiz de Azevedo, 30 anos, morador em Presidente Prudente (SP), foi preso na noite de sábado (26) em Birigui, por receptação. Ele, que tem condenação pelo mesmo crime, estava com uma Honda Falcon que havia sido furtada durante a madrugada do pátio de um guincho da cidade.

O acusado disse que sabia do furto e mesmo assim pagou R$ 4,3 mil pelo veículo, sem documentação, para levá-lo para Prudente.

O flagrante foi feito por policiais militares que estavam em patrulhamento e por volta das 23h30 viram o empresário entrando com a moto em uma borracharia na rua Professor Oduvaldo Dossi, no bairro Quemil. Eles tinham conhecimento de que uma moto do tipo havia sido furtada do pátio do guincho e decidiram abordá-lo.

Pela placa, os policiais confirmaram que a moto era uma das que haviam sido furtadas e o acusado disse que sabia que ela era produto de crime. Ele contou que havia pago R$ 4.300,00 naquela noite, sem documento, e que a levaria para a cidade onde mora atualmente.

O empresário ainda indicou o vendedor, um desempregado de 21 anos, morador no bairro Aeroporto, em Birigui. Os policiais foram até à casa dele, que confessou ter furtado a Falcon do pátio do guincho junto com outras pessoas que furtaram outras motos.

O Hojemais Araçatuba publicou matéria no sábado sobre o furto de pelo menos três motos do pátio do guincho. Uma delas foi recuperada após o dono do guincho deter um adolescente de 12 anos com o veículo. Ele foi ouvido e liberado.

Disse ainda que informou ao empresário que o veículo era furtado, não tinha documento e que recebeu R$ 4 mil em dinheiro e um celular como pagamento. Segundo o investigado, o valor foi dividido com os demais participantes do furto e ele já havia gastado a parte dele do dinheiro, assim como havia vendido o celular.

Apesar de ter confessado o furto, o investigado foi liberado, pois o delegado que presidiu a ocorrência entendeu que legalmente não havia como enquadrá-lo no flagrante, pois o crime ocorreu durante a madrugada e o autor só foi identificado e localizado horas depois.

Após ser ouvido ele foi liberado, mas o delegado representou pela prisão preventiva dele.
Fonte: Hojemais