Medida recomendada pelo Centro de Contingência é para municípios com taxa de ocupação de leitos de UTI acima de 90%

O governo do Estado vai recomendar que prefeitos adotem medidas mais restritivas do que as previstas na atual fase do Plano São Paulo, nos municípios com taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) acima de 90%.

A informação foi divulgada durante pronunciamento no início da tarde desta quarta-feira (9) no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Antes, o governador João Doria (PSDB) havia comunicado que a atual Fase de Transição será prorrogada até 30 de junho.

“O Centro de Contingência vê com preocupação o momento da pandemia, com uma elevação ainda que numa velocidade pequena do número de internações hospitalares e de UTI, e por isso recomendou avaliação de cada município com mais de 90% de ocupação dos leitos de UTI”, informou o coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo.

Segundo o que foi informado, nesta quarta-feira a taxa de ocupação de UTIs por pacientes graves com covid-19 estava em 82,1% no Estado e em 79,4% na Grande São Paulo. Havia 11.189 pacientes internados em UTIs e outros 13.358 pacientes em vagas de enfermaria.

Nesta fase estabelecimentos comerciais, galerias e shoppings podem funcionar das 6h às 21h. O mesmo expediente é seguido por serviços como restaurantes e similares, salões de beleza, barbearias, academias, clubes e espaços culturais como cinemas, teatros e museus. Para evitar aglomerações, a capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos liberados continua limitada em 40%.

Permanecem liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social.

O toque de recolher continua nas 645 cidades do Estado, das 21h às 5h, assim como a recomendação de teletrabalho para atividades administrativas não essenciais e escalonamento de horários para entrada e saída de trabalhadores do comércio, serviços e indústrias.

Fonte: Hojemais