Homem já era investigado por tentativa de feminicídio contra a vítima; segundo a delegada, ele pretendia ficar com a guarda da filha com interesse na indenização do seguro de vida.

O ex-marido da gerente bancária assassinada em Curitiba foi preso, nesta terça-feira (29), suspeito de encomendar a morte da vítima, de acordo com a Polícia Civil.

A delegada Vanessa Alice disse que, segundo as investigações, Antonio Henrique dos Santos pretendia, com a morte de Tatiana Lorenzetti, ficar com a guarda da filha que tem com ela e, assim, ter acesso a uma indenização que a menina poderia receber, pelo seguro de vida.

Ele já era investigado anteriormente por tentativa de feminicídio contra a gerente. A mulher, conforme a polícia, possuía medida protetiva contra o ex-marido.

Na segunda-feira (28), Tatiana Lorenzetti, de 40 anos, foi morta a tiros, na saída de uma agência da Caixa Econômica Federal, no bairro Capão Raso.

O suspeito de atirar nela, segundo informado pela Polícia Militar (PM), fugiu de carro e morreu em confronto com policiais em outro ponto da cidade.

Outros dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos na madrugada desta terça-feira.

Segundo a delegada, eles confessaram o crime e disseram que receberiam R$ 25 mil pelo assassinato, que o crime deveria ser forjado como latrocínio, e o valor pago pelo ex-marido seria dividido entre o atirador e os outros dois.

O ex-marido da gerente se apresentou à polícia na Delegacia da Mulher também nesta quarta-feira. Ele foi preso temporariamente por feminicídio como principal suspeito pelo crime e, segundo a polícia, ficou em silêncio no interrogatório.

O G1 tenta contato com as defesas do ex-marido, Antonio Henrique dos Santos, e dos outros suspeitos.

Negociação pela morte da gerente
Em um documento, no início de dezembro, a Polícia Civil havia apontado que Antônio ofereceu dinheiro a um outro homem para matá-la.

A informação foi repassada à polícia após uma interceptação telefônica feita durante uma operação contra tráfico de drogas.

As informações mostraram que o ex-marido ofereceu R$ 70 mil a um primeiro suspeito em troca de assassinar a gerente.

À época, segundo a delegada, a polícia pediu a prisão do ex-marido, o que foi negado pela Justiça.