Confusão provocou atraso no enterro de Qassem Soleimani, em Kerman, no sul do Irã. Importante comandante militar foi morto em um ataque americano em Bagdá, no Iraque.

Vítima de tumulto recebe massagem cardíaca durante funeral de general iraniano em Kerman, no Irã, nesta terça-feira (7)  — Foto: Associated Press

Vítima de tumulto recebe massagem cardíaca durante funeral de general iraniano em Kerman, no Irã, nesta terça-feira (7) — Foto: Associated Press

Milhares de pessoas participam nesta terça-feira (7) do cortejo que segue o corpo do general iraniano Qassem Soleimani, em Kerman, sua cidade natal. Um tumulto durante a despedida do comandante, que foi vítima de um ataque americano no Iraque, deixou dezenas de mortos e feridos.

O balanço de vítimas ainda é incerto. A TV estatal afirma que 35 pessoas morreram, mas a agência Fars diz que esse número é de, no mínimo, 50. O número de feridos chegaria a 200, segundo a Fars.

A elevada quantidade de participantes do cortejo fúnebre provocou um atraso no sepultamento, que acontecerá no Cemitério dos Mártires, após quatro dias de homenagens. A alteração no horário foi divulgada depois da confusão.

Confusão no funeral do general Qassem Soleimani deixa dezenas de mortos no Irã

Iranianos acompanham cortejo com o corpo do general Qassem Soleimani, nesta terça-feira (7), em Kerman, no Irã  — Foto: Mehdi Bolourian / Fars Agência de Notícias / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via Reuters

Iranianos acompanham cortejo com o corpo do general Qassem Soleimani, nesta terça-feira (7), em Kerman, no Irã — Foto: Mehdi Bolourian / Fars Agência de Notícias / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via Reuters

A cerimônia do enterrou começou às 18h30 (13h de Brasília).

Imagens da TV estatal mostram os iranianos nas ruas de Kerman carregando bandeiras do Irã e imagens do general, enquanto hinos de luto soam de alto-faltantes. Durante o cortejo, autoridades discusaram, entre elas o ministro de Relações Exteriores, Mahammad Zarif.

As homenagens a Soleimani, que era considerado um herói nacional, começaram no sábado (4), no Iraque, e passaram por várias cidades, como Bagdá, Karbala e Najaf, consideradas sagradas pelos muçulmanos xiitas.