Após empate em 1 a 1 no tempo normal, paranaenses são mais eficientes no momento-chave e conquistam o primeiro título sul-americano de sua história

O fim da noite do dia 12 de dezembro e o início do dia 13 jamais sairão da história do Atlético-PR. Em um jogo emocionante, o Furacão finalmente conquistou seu primeiro título sul-americano. Após novo empate no tempo normal em 1 a 1 com o Junior Barranquilla, a definição ficou para as penalidades. E os colombianos, novamente, falharam. Com o triunfo por 4 a 3, a Arena pôde, enfim, explodir. O clube garantiu vaga na Libertadores do ano que vem, atuará na Copa Suruga e enfrentará o River Plate na Recopa.

O atacante Pablo, que jogou no sacrifício, novamente foi decisivo. Anotou um gol, chegou a 18 no ano, e termina a competição como um dos artilheiros. E o goleiro Santos mostrou que tem “corpo fechado”. Afinal, no segundo tempo da prorrogação, o Junior teve a chance da vitória nos pés de Barrera. No entanto, o camisa 10 perdeu a penalidade. No momento de decisão, Fuentes e Téo Gutiérrez (que marcou o gol de empate do Junior) também falharam.

Confira os motivos que levaram o Furacão ao título da Sul-Americana.

SHOW E RECORDE
A torcida do Atlético foi fez sua parte. Cantou, fez uma linda festa e jogou com o time. O resultado foi o novo recorde de público na Arena: 40.263 pagantes. A marca anterior era do rival Paraná, em um jogo contra o Internacional, na Série B do ano passado.

DOMÍNIO DO FURACÃO
Os primeiros 45 minutos da decisão foram quase perfeitos para o Atlético. Seguro na defesa, com a posse de bola e partindo para cima, o Furacão não sofria ameaças e criava o terreno para sair na frente. E isso aconteceu aos 25 minutos. Léo Pereira forçou a saída errada de bola do Junior, Raphael Veiga aproveitou e lançou na medida para Pablo fazer a Arena explodir. Foi o quinto gol dele na Sul-Americana, assumindo a artilharia.

ASSIM NÃO
O replay da jogada do gol atleticano quase se repetiu antes do primeiro minuto da etapa final. Veiga para Pablo, mas o camisa 5, desta vez, parou no goleiro Viera. Uma oportunidade de ficar na boa foi desperdiçada pelos donos da casa. E mudariam o roteiro de uma partida que, naquele momento, estava totalmente sob controle.

COLOMBIANOS EMPATAM E ACORDAM
O Junior pouco assustou no primeiro tempo. Parecia não se conectar ou encontrar o caminho para entrar na grande final. Isso, contudo, mudou aos 10 minutos em chute de Díaz. O lance animou os visitantes, que percebeu a oportunidade para empatar. E veio em uma cobrança de escanteio. Gómez cabeceou e Téo Gutiérrez, que estava apagado, fez um desvio que matou o goleiro Santos. O lance mudou o cenário da partida.

TENSÃO E RISCO
Tudo que o Atlético construiu no primeiro tempo se desfez. O time passou a cometer muitos erros e se perdeu no duelo. O Junior teve algumas chances para virar a partida. Na melhor delas, Díaz não fez o gol por detalhe. A tensão tomou conta da Arena. O Furacão, apesar de tentar, parou de ser efetivo. Com isso, o jogo foi para a prorrogação.

FILME REPETIDO
Na prorrogação o jogo ficou ainda mais dramático. As duas equipes produziram boas oportunidades de ficarem na frente do placar. Contudo, assim como no jogo de ida, o Junior Barranquilla teve a chance da vitória em um pênalti sofrido por González. No entanto, Barrera isolou para delírio da Arena.

SANTOS FORTE
Na hora da decisão, o goleiro Santos viu sua estrela brilhar. Nos dois jogos, o Junior desperdiçou quatro pênaltis. Em todos o goleiro Santos contou com a trave e a má pontaria do Junior. No momento decisivo, Fuentes e Téo Gutiérrez falharam. Lodi até adiou a festa, que foi decretada com a bomba de Thiago Heleno.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 1 (4) X (3) 1 JUNIOR BARRANQUILLA

Local: Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Data-Hora: 12/12/2018 – 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI-Fifa)
Auxiliares: Christian Schiemann (CHI-Fifa) e Claudio Rios (CHI-Fifa)
Renda e público: R$ 2.084.560,00 – 40.263 pagantes
Cartões amarelos: Jonathan e Wellington (ATL); González, Gómez, Piedrahita e Narváez (JUR)
Cartões vermelhos: –
Gols: Pablo – 25’/1ºT (1-0) e Téo Gutiérrez – 12’/2ºT (1-1)
Pênaltis: ATLÉTICO: Jonathan, Raphael Veiga, Bergson e Renan Lodi (converteram); Renan Lodi (perdeu)
JUNIOR: Narváez, Pérez e Viera (converteram), Fuentes e Téo Gutiérrez (perderam)

ATLÉTICO-PR: Santos; Jonathan, T.Heleno, Léo Pereira e Renan Lodi; Lucho González (Wellington – 27’/2ºT), Bruno Guimarães e Raphael Veiga; Nikão (Marcinho – 8’/1ªP), Pablo (Bergson – 8’/1ªP) e Marcelo Cirino (Rony – intervalo) – Técnico: Tiago Nunes.

JUNIOR BARRANQUILLA: Viera; Piedrahita, Gómez (Ávila – 1’/2ªP), Pérez e Fuentes; Narváez, Sánchez (González – 28’/2ºT), Cantillo e Barrera (Moreno – 10’/2ªP); Téo Gutiérrez e Díaz – Técnico: Julio Comesaña.