Presidente da Câmara havia anunciado racionamento após evento no Palácio do Planalto. Ele disse ter recebido a informação do ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia), que nega.

Horas após afirmar que o governo previa executar um plano de racionamento “educativo” de energia a fim de evitar um apagão, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), voltou atrás e disse nas redes sociais que haverá somente um incentivo de “uso eficiente” da energia pelos consumidores, “de maneira voluntária”.

Lira havia feito o anúncio mais cedo, depois de participar no Palácio do Planalto da cerimônia de lançamento do Plano Safra 2021-2022. Ele disse ter recebido a informação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que vinha negando a hipótese de racionamento (leia mais abaixo).

“Falei há pouco com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esclareceu que a medida provisória não irá trazer qualquer comando relativo ao racionamento de energia. Será feito o incentivo ao uso eficiente da energia pelos consumidores de maneira voluntária”, escreveu Arthur Lira em postagem nas redes sociais — a medida provisória à qual o presidente da Câmara se referiu prevê ampliar os poderes do Ministério de Minas e Energia na gestão dos recursos hídricos do país, incluindo os reservatórios das hidrelétricas.

Horas antes de publicar a mensagem, em entrevista no Palácio do Planalto, Lira havia afirmado:

“O ministro Bento [Albuquerque, das Minas e Energia] esteve comigo, fazendo análise de cenário, garantindo que nós não vamos ter nenhum tipo de problema com apagão, mas vamos ter que ter um período educativo de algum racionamento para não ter nenhum tipo de crise maior.”

No último dia 17, em entrevista à GloboNews (vídeo abaixo), o ministro Bento Albuquerque disse que não trabalhava com a hipótese de racionamento.