Auxiliar de Abel Ferreira admite que desgaste físico pesou em má atuação do Verdão no Morumbi; ele reclama de possível falta em Dudu antes de lance que originou gol do São Paulo

A derrota por 1 a 0 para o São Paulo nesta quinta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, não agradou a João Martins, auxiliar técnico que comandou o Palmeiras na ausência de Abel Ferreira, diagnosticado com Covid-19.

Na avaliação do português, que sofreu a sua primeira derrota como comandante do Palmeiras à beira do campo, o time teve atuação abaixo da média no Morumbi. Com a derrota, o Verdão precisa vencer o jogo de volta por pelo menos um gol de diferença para levar a decisão para os pênaltis.

– Não vamos arranjar desculpas. O adversário foi mais forte e mereceu ganhar. Não fomos capazes de criar, tivemos seis finalizações e nenhuma no gol. O adversário também não criou muito. Tivemos um momento de desconcentração porque todos viram a falta que foi, só o árbitro que se lembrou de não ver a falta. Sabíamos que seria um jogo agressivo.

– O árbitro deveria ter se preparado para isso. Só faltou o Reinaldo pisar no Dudu, de resto fez tudo. Ele marcou mão, disse que o Dudu deu com a bola na mão. É incompreensível. O Gómez saiu para falar com o árbitro, rolou uma desconcentração que não deveria ter acontecido, assumimos nossa culpa. Sem desculpas. O adversário foi mais forte, essa é a realidade da história – disse João Martins.

João Martins comentou sobre o bom desempenho do São Paulo em jogos contra o Palmeiras. Foram cinco jogos na temporada, com três vitórias do Verdão e duas do Tricolor. Mesmo reconhecendo a boa atuação do rival, o auxiliar disse que faltou mais agressividade do Verdão.

– Hoje tivemos um bocadinho abaixo. Na primeira parte principalmente, quando ganhamos a bola muitas vezes em zonas baixas, o adversário a pressionar bem e nos criou algumas dificuldades. Pecamos um pouco no nível de agressividade sem bola. Foi difícil, tivemos uma produção abaixo, mas nada está perdido. Queríamos um resultado e um desempenho diferentes, hoje não conseguimos e não fomos capazes – analisou João Martins.