Ação aponta irregularidades na contratação de uma empresa para realizar a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007; COB recorre, e mérito será julgado pelo TRF-2

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) está com R$ 24,6 milhões bloqueados pela justiça. A informação é da Folha de São Paulo, que diz que a entidade foi condenada por improbidade administrativa por conta de problemas na contratação de uma empresa para a realização da cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Como é de conhecimento público, a obrigação de realizar o evento – e portanto arcar com seu custo – era do município do Rio de Janeiro. O COB não teve nenhuma ingerência sobre a operação dos Jogos Pan-Americanos e não pode ser responsabilizado por tais despesas. A entidade já recorreu da decisão em primeira instância e tem plena convicção que a Justiça reconhecerá que não temos nenhuma relação com a contratação e com o pagamento da referida empresa – disse, em nota, o COB.

O COB recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª região com pedido de liminar, mas o desembargador Poul Erik Dyrlund, em despacho no dia 4 de fevereiro, não acatou o recurso e manteve o bloqueio das contas bancárias e a indisponibilidade de bens. O mérito ainda será julgado pelo TRF-2.

A ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) aponta irregularidades na contratação de uma empresa para a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e tramita na 8ª Vara Federal do município desde 2013.

A justiça também bloqueou o mesmo valor de Agnelo Queiroz e Orlando Silva (os dois são ex-ministros do esporte), Ricardo Leyser (representante da União no Comitê dos Jogos), Leonardo Gryner (diretor de cerimônias), Carlos Arthur Nuzman (então presidente do COB e do Comitê Organizador) e a empresa WA & Tranze Eventos Promoções e Publicidade.