Há atos marcados contra o aquecimento global em 150 países, de acordo com os organizadores. Mais de 5 mil protestos são esperados, em uma sequência que deve terminar com uma manifestação em Nova York, Estados Unidos.

A greve global pelo clima, marcada para esta sexta (20) em 150 países, deve atrair milhares de manifestantes que exigem medidas concretas para frear as emissões de gás carbônico e combater o aquecimento global.

As manifestações ocorrem um dia antes de começar a Cúpula pelo Clima, da Organização das Nações Unidas, que deverá ocorrer de 21 a 23 de setembro, em Nova York.

Greve pelo Clima: Na Alemanha, manifestante segura cartaz com frase sobre a Amazônia: ‘A Amazônia não está queimando, está sendo queimada’. O protesto ocorre nesta sexta, 20 de setembro. — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

A Greve pelo Clima tem origem no “Fridays For Future” (Sextas-feiras pelo Futuro, em inglês), que ganhou repercussão com a adolescente sueca de 16 anos Greta Thunberg. Desde 2018, Greta falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A iniciativa rendeu a indicação ao Prêmio Nobel da Paz e fez com que diversas outras greves se espalhassem pelo mundo. No Brasil, ao menos duas mobilizações tiveram repercussão nacional, uma em março e outra em maio.

Greve pelo Clima: Na Austrália, manifestantes em Sidney protestam cobrando ações concretas para frear o aquecimento global mesta sexta (20). — Foto: Cordelia Hsu/Reuters

Greve pelo Clima: Na Austrália, manifestantes em Sidney protestam cobrando ações concretas para frear o aquecimento global mesta sexta (20). — Foto: Cordelia Hsu/Reuters

Greve pelo Clima: Manifestantes protestam na Austrália nesta sexta, 20 de setembro. No cartaz ao centro está a mensagem: "nós não bebemos óleo, nós não respiramos dinheiro" — Foto: Cordelia Hsu/Reuters
Greve pelo Clima: Manifestantes protestam na Austrália nesta sexta, 20 de setembro. No cartaz ao centro está a mensagem: “nós não bebemos óleo, nós não respiramos dinheiro” — Foto: Cordelia Hsu/Reuters

O líder espiritual dos budistas tibetanos, Dalai Lama, publicou uma mensagem na sua conta oficial do Twitter apoiando as manifestações. “Esta é provavelmente a geração mais jovem que tem sérias preocupações com a crise climática e seus efeitos no meio ambiente. Eles estão sendo muito realistas sobre o futuro. Eles veem que precisamos ouvir os cientistas. Nós devemos encorajá-los.”, afirmou.