Pasta voltou atrás e classificou caso de adolescente contaminada em SP como caso confirmado.

O Ministério da Saúde voltou atrás e decidiu classificar o caso da adolescente de São Paulo infectada pelo coronavírus como caso confirmado. Com isso, o Brasil passa a ter quatro casos confirmados da doença.

Inicialmente, o Ministério havia dito que o caso da adolescente de 13 anos não era considerado como confirmado pois ela está assintomática e não preenchia a definição para Covid-19, o que incluiria febre associado a mais um sintoma respiratório, apesar da contraprova do Instituto Adolfo Lutz ter dado positiva. A mudança de classificação ocorreu após a reunião de especialistas em Brasília nesta manhã.

“Este é um dos pontos que a gente tem discutido e levantado um debate. Ela é um caso confirmado, sim, mas ela não é um caso suspeito, pois não teve no momento do atendimento nem febre, nem um sintoma respiratório”, disse o Secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, em entrevista.

Secretário de Vigilância do Ministério da Saúde explica 4º caso do coronavírus no Brasil

Quatro elementos levaram a definição do caso como confirmado: pelo resultado do exame, pelo local provável de infecção (Itália), pela possibilidade da medicação após tratamento de uma lesão ter mascarado os sintomas e pela possibilidade de ainda ter sintomas nos próximos dias.

Mais cedo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ao G1 que considera que todos os casos assintomáticos de coronavírus devem ser classificados como confirmados. “Toda pessoa com teste positivo para Covid-19 é considerado como um caso de Covid-19”, disse em nota.

Na China, país epicentro da doença, casos assintomáticos de coronavírus também não entram na classificação de casos confirmados. Em 20 de fevereiro, a revista Nature publicou um artigo em que cientistas questionam a medida chinesa. O epidemiologista chefe do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças de Pequim, Wu Zunyou, afirmou à revista que “sempre exigiu que casos positivos não fossem contados como casos confirmados.” Segundo ele, “em vez disso, aqueles que são positivos são isolados por 14 dias e monitorados pelas autoridades de saúde. Se eles desenvolverem sintomas nesse período, serão classificados como um caso confirmado.”