A Justiça de Birigui marcou para o próximo dia 29, o julgamento pelo Tribunal do Júri de Anderson Dameto Sanchez. Ele foi denunciado por homicídio qualificado doloso (com intenção), pela morte de Luciane Zampieri Gaiarin, ocorrida em fevereiro de 2018, na estrada municipal que liga Birigui a Coroados.

A vítima trafegava com uma Honda Biz, trazendo a filha na garupa. A jovem se feriu e Sanchez também responderá por tentativa de homicídio no caso dela.

Segundo a denúncia, o réu estava com a carteira de habilitação suspensa na ocasião e dirigia embriagado. A defesa dele será feita pelo advogado Elber Carvalho de Souza, contratado agora para realizar o júri.

Como não participou da instrução processual, ele está estudando o caso para definir a tese da defesa. “Em que pese estranhamente o meu cliente até o momento estar preso, já compareci ao presídio para o atendimento em relação ao processo”, informa.

Caso

O caso aconteceu no início da tarde de 24 de fevereiro de 2018, um sábado. Segundo a denúncia do Ministério Público, apesar de estar com a carteira de habilitação vencida, o réu assumiu a direção de um veículo VW Gol após ingerir bebida alcoólica com um amigo em Birigui.

Os dois seguiam sentido a Coroados pela vicinal e, ao passar pelo quilômetro 3, o réu iniciou a ultrapassagem em local proibido, em uma caminhonete GM S-10.

Durante a manobra, Sanchez viu a motoneta trafegando no sentido contrário e tentou retornar para a faixa dele, mas bateu na lateral traseira esquerda da caminhonete. Isso fez com que o motorista da S-10 perdesse o controle, invadisse a pista contrária e batesse de frente com a Biz.

O carro conduzido pelo réu também ficou descontrolado, saiu da pista e capotou, vindo a parar em uma região de mato.

O condutor da caminhonete saiu em socorro às ocupantes da Biz e notou que Luciane estava morta. Populares acionaram a polícia e o resgate para atendimento à adolescente, que foi levada para o hospital.

Embriaguez

Segundo a denúncia, o réu calçava chinelo, o que é proibido pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), e apresentava sinais de embriaguez.

Ele fez o teste do bafômetro, que apontou 1,72 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, o que corresponde a 5,2 vezes o limite para a prisão em flagrante pela lei Seca, que é 0,33 miligramas.

Segundo a denúncia, ele já havia respondido a dois processos por embriaguez ao volante. O primeiro referente a caso ocorrido em 28 de dezembro de 2012, na rodovia Gabriel Melhado (SP-461), quanto tentou ultrapassar uma viatura da Polícia Militar Rodoviária.

Antes de concluir a manobra, ele também recolheu o veículo e retornou para a pista, obrigando o policial sair para o acostamento para evitar a colisão. O réu foi abordado e teste do bafômetro apontou 0,55 miligramas de álcool por litro de ar alveolar.

 

 

Fonte: Hojemais