Mudança em programa deve aumentar vendas

O Governo Federal aceitou sugestão da indústria imobiliária e vai agilizar a liberação de subsídios para empreendimentos das faixas 1,5, 2 e 3 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Em vez de aportar 10% do valor do subsídio (os demais 90% vêm do FGTS), a União, passará a colocar 3%, devido ao Orçamento Geral reduzido, possibilitando a liberação de um maior número de contratos. Assim, o FGTS passaria a bancar 97% dos subsídios das faixas em que atua. Para 2019, a dotação orçamentária para o programa é de R$ 4,6 bilhões.

A intenção foi confirmada pelo secretário da Habitação Nacional, Celso Matsuda, em reunião realizada em Brasília (DF) com representantes do setor. O presidente do Sinduscon OESP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo), Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, faz avaliação positiva da proposta. “Essa é uma boa notícia, pois a diferença de 70% (de 10% para 3%) no subsídio do governo federal é significativa, o que tende a aumentar a número de novas contratações“, afirma Oliveira Júnior.

Mas o presidente do Sinduscon OESP lembra que a concretização desse cenário depende da efetivação da proposta e também de maior flexibilização das exigências por parte das instituições econômicas financiadoras do MCMV. Via de regra, os bancos trabalham com teto de 80% de financiamento, sendo que o rigor extremo por parte desses agentes na aprovação de financiamentos tem impactado negativamente a construção civil. “Especificamente na área de atuação do Sinduscon OESP, esse rigor prejudica comercial e financeiramente as construtoras, que viram o movimento cair em torno de 60%, nos últimos dois anos. Passou da hora, portanto, de reverter esse quadro, e enxergamos agora essa possibilidade”.