Prefeito do Rio disse ainda não há previsão de aumentar a frota de ônibus na cidade e que escalonamento é uma ‘medida mais ágil’, que vem sendo analisada pelo comitê de especialistas da Secretaria de Saúde.

O prefeito Eduardo Paes (DEM) disse, na manhã desta quarta-feira (6), que estuda fazer um escalonamento nos transportes públicos do Rio. Apesar do aumento no número de casos de Covid-19 e de flagrantes de aglomeração em bares e restaurantes, ele voltou a descartar um lockdown na cidade.

“Não há um lockdown e não há previsão de haver. Espero que a gente não tenha que chegar nisso. Então, as pessoas vão se descolar para o local de trabalho e é impossível você imaginar que numa rede de ônibus você vai ter o distanciamento social de uma pessoa e outra de 1 metro, de 2 metros (…) Em relação aos ônibus, o escalonamento é algo que se pode fazer. Nós estamos analisando”.
Segundo ele, não há previsão de aumentar o frota de ônibus na cidade.

“Aumentar o número de ônibus, a gente sabe que tem uma rede que foi destruída, de BRTs, de ônibus, e você não adquire ou recupera ônibus com essa rapidez toda”.

“O escalonamento é uma medida mais ágil, junto com bares e outras coisas, mas isso serão decisões técnicas do comitê de especialistas da Secretaria de Saúde. O prefeito não é palpiteiro. Nós vamos respeitar aquilo que a medicina, a ciência e a saúde disserem”.

Aglomeração nos ônibus: ‘não tem milagre’
Sobre as aglomerações no transporte, o prefeito voltou a falar sobre a importância do uso de máscaras para diminuir a possibilidade de contágio pelo coronavírus.

“Vamos falar a realidade. Impossível você imaginar que no transporte coletivo vai ter distanciamento social de 2 metros, de 1,5 metro. Não vai acontecer. A gente vai ficar fingindo que vai enfrentar o problema e não vai conseguir enfrentá-lo”.

“O que a gente precisa é de alguns cuidados (…), usar máscara o tempo todo, evitar conversar, evitar comer, porque você tira a máscara, obviamente, num espaço que vai ter sempre algum grau de aproximação. Óbvio que a gente está fazendo esse esforço, mas não tem milagre”.
“Mesmo que você tivesse uma rede funcionando muito bem, você ia ter algum grau de aglomeração. É importante que a gente trabalhe dentro de questões e de premissas que a gente possa exigir da população. Acho que é fundamental o seguinte: as pessoas mais velhas precisam evitar de sair, evitar de ter contato com outas pessoas e tomar os cuidados, pessoas com comorbidade”.