Para combater o Aedes aos sábados, Governo do Estado de São Paulo vai pagar R$ 120 por agente

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai pagar para que cerca de mil agentes das prefeituras paulistas atuem aos sábados para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Birigui está na lista dos municípios que receberão essa “verba extra” de R$ 120,00 para cada agente. O município agendou dois arrastões: nos sábados dias 11 e 25 de maio. As regiões que serão percorridas pelos agentes ainda serão definidas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo informou o diretor municipal da Vigilância Sanitária, Ricardo Oliveira, 93 servidores estarão trabalhando aos sábados. “Por ora, o Governo do Estado de São Paulo contemplou Birigui com dois arrastões, ou seja, teremos ações de visitações em bairros em dois sábados”, falou ele.

O governo estadual justificou que a iniciativa contempla municípios com incidência superior a 300 casos de dengue por 100 mil habitantes e com tendência de aumento.

As equipes que irão trabalhar aos sábados terão a atribuição de realizar vistorias domiciliares para eliminação de criadouros e potenciais focos do mosquito, bem como mobilizar a população para evitar novas infestações.

Além disso, os agentes deverão preencher formulários atestando as visitas aos imóveis. Assim, além da prestação de contas dos recursos repassados pelo Governo do Estado, os gestores municipais deverão submeter, mensalmente, os relatórios de vistoria à Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, para monitoramento do trabalho.

O governo estadual fornecerá apoio técnico e orientação para o desenvolvimento das atividades previstas, o material educativo a ser utilizado nas ações e seguirá com a divulgação do programa de incentivo que visa ampliar e aperfeiçoar ações de prevenção e combate ao mosquito.

NÚMEROS 

Birigui registrou de 1º de janeiro até o dia 6 de maio de 2019 um total de 5.733 notificações, sendo 4.458 casos prováveis de dengue (2.557 casos positivos e 1.901 casos em investigação). Outros 1.275 foram registrados como casos negativos.

Também em 2019 o município registrou duas mortes por dengue: um idoso de 78 anos, que morava no bairro Ivone Alves Palma, e uma jovem de 24 anos, do bairro Quemil. O Centro de Controle de Vetores e Zoonoses (CCVZ), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, informou nesta segunda-feira, dia 6 de maio, que Birigui vive uma epidemia da doença desde a última semana de abril.

SEMANÃO

Também nesta segunda (6), a Secretaria de Saúde de Birigui iniciou o Projeto “Semanão da Prevenção – Todos Contra o Aedes”, que visa eliminar criadouros do mosquito e reduzir a incidência de casos positivos de dengue na cidade.

A administração municipal focou atividades dentro de cinco escolas mantidas pela Prefeitura de Birigui: Profª Izabel Branco (bairro Ivone Alves Palma); Profª Nayr Borges Penteado (bairro Costa Rica); Profª Geni Leite da Silva (bairro Silvares); Profª Leonor Chaim Cury (Jardim Santana) e Profª Ruth Pintão Lot (João Crevelaro).

O “Semanão” acontece até sexta-feira, dia 10 de maio. O objetivo geral do projeto é estimular alunos, professores, coordenadores, diretores, familiares, amigos e vizinhos das escolas a praticarem medidas de controle e prevenção contra as Arboviroses (Dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela).