Concentração de gases poluentes está pelo menos 25% menor se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Foto de 2013 mostra Hong Kong poluída — Foto: Reuters/Tyrone Siu

Foto de 2013 mostra Hong Kong poluída — Foto: Reuters/Tyrone Siu

A epidemia de coronavírus, que paralisa a atividade econômica na China, pode ter reduzido as emissões de CO2 do gigante asiático em pelo menos 25%, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (19), mas o impacto pode ser apenas momentâneo. A informação é da agência France-Presse.

Nesta quarta-feira (19), o número de mortos por coronavírus na China chegou a 2.007, incluindo duas mortes em Hong Kong, e uma em Taiwan. Três pessoas morreram em outros países.

O número de casos confirmados é de 74.279 na China e 905 em outros países.

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O recesso do Ano Novo Lunar, que aconteceu em 25 de janeiro, foi prorrogado de fato até 10 de fevereiro.

Desde então, em consequência das drásticas medidas de contenção e das restrições aos deslocamentos para conter a epidemia, muitas fábricas permanecem inativas ou funcionam de modo parcial.

Desta maneira, o consumo de energia e as emissões de gases do efeito estufa diminuíram em 100 milhões de toneladas na comparação com o mesmo período do ano passado, afirma um estudo divulgado pelo site especializado Carbon Brief.
Nas duas últimas semanas (de 3 a 16 de fevereiro), as emissões de CO2 se aproximam de 300 milhões de toneladas, mostra o estudo elaborado pelo Centro de Pesquisas sobre Energia e Ar Limpo (CREA), que tem sede na Finlândia.

Nas duas semanas posteriores ao recesso de Ano Novo em 2019 o país emitiu 400 milhões de toneladas.

“A redução do consumo de carvão e petróleo mostra uma queda de, pelo menos, 25% das emissões na comparação com o mesmo período no ano passado, o equivalente a uma diminuição de 6% das emissões mundiais durante o período”, destaca o estudo.

Uma queda deste tipo durante duas semanas poderia representar, por si só, uma redução de aproximadamente 1% das emissões anuais da segunda maior economia mundial.