Veículo com a delegação tricolor foi atacado no sábado, antes de jogo no Morumbi

A Polícia Civil de SP investiga a possibilidade de que um funcionário do São Paulo tenha informado torcedores sobre a rota que seria utilizada pelo ônibus que levou a delegação ao Morumbi, no último sábado, para a partida contra o Coritiba.

O veículo foi atacado por torcedores próximo à ponte Eusébio Matoso, na Zona Oeste. Pedras estilhaçaram os vidros, mas ninguém ficou ferido. No local, a Polícia Militar prendeu 14 pessoas – cinco delas continuam presas – e encontrou outros objetos, como barras de ferros e rojões, além de quatro bombas caseiras.

Os explosivos não foram utilizados e tiveram que ser destruídos por uma equipe do Esquadrão de Bombas da PM.

Chamou a atenção dos investigadores a rota utilizada pelo ônibus, tida como muito incomum para os jogos do São Paulo no Morumbi.

Segundo um policial ouvido pela reportagem, o Batalhão de Choque da PM sempre define três rotas ao fazer escoltas – opções para o caso de algum acidente no caminho, por exemplo. A que levou a delegação ao estádio no sábado é considerada o “Plano C”.

Geralmente, o São Paulo usa a Marginal Tietê para ir ao Morumbi, eventualmente se desloca pelo bairro da Lapa. No sábado, utilizou a ponte Eusébio Matoso, ainda que não houvesse incidentes ou trânsito reportado – o dia e horário era tido como “tranquilo”.

De acordo com policiais militares, a rota foi discutida com membros do São Paulo e que o temor de uma emboscada – o time vive momento de grande pressão de torcedores – teria motivado a troca do trajeto mais utilizado.