Mulher de 20 anos confessou ter atraído vítima para a casa dela para roubá-la; foi morto com machadinha

Polícia esclarece crime que matou advogado Ronaldo Cesar Capelari, 53 anos, de Araçatuba (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba)


A Polícia Civil de Araçatuba (SP) pediu nesta quarta-feira (15), a prisão temporária por 30 dias de quatro suspeitos de participação no assassinato do advogado Ronaldo Cesar Capelari, 53 anos, que foi morto e esquartejado. O pedido foi aceito no final da tarde e eles estão à disposição da Justiça.

Os suspeitos são três rapazes e uma garota de 20 anos, que mora na casa onde o corpo foi encontrado, no bairro Água Branca. Ela o teria atraído para assaltá-lo. O que foi informado é que a vítima reagiu e foi morta com golpes de machadinha e pedra na cabeça.

Segundo o delegado Paulo Natal, responsável pelo caso, o crime foi esclarecido depois que essa jovem se apresentou espontaneamente na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e indicou os demais participantes.

Um deles, de 25 anos e morador no Água Branca 2, alegou não conhecer o advogado e não ter relação nenhuma com a morte. Ele disse que conhece a jovem que o denunciou apenas de vista, mas é colega dos outros dois investigados.

Afirmou ainda que não sabe onde a jovem mora e que não saiu de casa na noite de segunda-feira, quando o advogado desapareceu. Por fim, falou que soube por meio de um vizinho da apreensão perto da casa dele da caminhonete roubada.

Outro preso tem 18 anos, mora no Água Branca 3 e se reservou ao direito de falar apenas em juízo.

Apenas um dos investigados confessou ter sido convidado a “participar de uma fita” na casa da jovem, mas alegou não ter aceito.

Apesar de a versão contradizer o que a investigada afirma, a polícia acredita que os três estão realmente envolvidos no crime, por isso, representou pela prisão temporária de todos para dar sequência na investigação.

Caso

Capelari desapareceu na noite de segunda-feira, quando saiu de casa com a caminhonete GM S-10 dizendo à família que iria à academia. O veículo foi encontrado abandonado na manhã seguinte em uma estrada que liga Araçatuba a Birigui, no fundo do bairro Água Branca.

O chinelo do advogado sujo de sangue e um tampão de madeira também com sangue, estavam na caminhonete, que estava trancada e foi aberta por um chaveiro.

Após divulgação da localização do veículo, a Polícia Militar recebeu denúncia de que ele foi visto durante a madrugada, estacionado na frente da residência da jovem investigada, na rua Waldir Cunha.

Equipe foi ao local, deteve três pessoas que estavam nas imediações e encontrou o corpo de Capelari esquartejado, dividido em três sacos de lixo. Eles estavam no banheiro da casa, que apesar dos móveis, estava vazia e aberta.

Fonte: Hojemais