Secretaria de Saúde reconhece que ‘demanda é muito alta’, sendo necessários cilindros portáteis para atender doentes. Nesta segunda-feira (15), 220 pessoas aguardavam por leitos em hospitais.

Paciente respira por meio de ligação de oxigênio improvisada no Hospital Regional de Planaltina, no DF — Foto: Arquivo pessoal
Paciente respira por meio de ligação de oxigênio improvisada no Hospital Regional de Planaltina, no DF — Foto: Arquivo pessoal

Pacientes graves internados com Covid-19 estão respirando por meio de “gambiarras de oxigênio” nos equipamentos da rede pública do Distrito Federal, segundo relatos de profissionais de saúde. Imagens registradas por servidores mostram a tentativa dos trabalhadores da linha de frente de salvar os doentes por meio do improviso.

Em nota, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reconhece que “a demanda de pacientes é muito alta para os pontos fixos de oxigênio”, por isso, “é necessária a utilização de cilindros de oxigênio portáteis para suportar o volume de atendimento nesse momento” (entenda abaixo).

No entanto, quem trabalha dentro dos hospitais afirma que a quantidade de cilindros móveis também não é suficiente. O G1 questionou a SES-DF sobre o quantitativo em estoque, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Profissionais de saúde relatam situação crítica nos hospitais públicos do DF: ‘Faltam médicos e materiais’
Um enfermeiro do Hospital Regional de Planaltina, que prefere não se identificar, fez um desabafo sobre o plantão no último sábado (14). “Chegou um momento em que estávamos em duas paradas cardíacas ao mesmo tempo, o único cilindro de oxigênio do Samu [Serviço Móvel de Urgência] acabou, e o paciente precisando ser ventilado sem oxigênio”.

Na manhã desta segunda-feira (15), a taxa de ocupação em leitos adultos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) chegou a 100%. Enquanto isso, 220 pessoas aguardavam por leitos em hospitais.