Diretor-executivo diz que um conjunto de situações levaram a demissão do treinador uruguaio, que será substituído por auxiliar. Dirigente chamou a responsabilidade

Diretor-executivo do São Paulo, Raí foi o responsável por comentar a demissão do técnico Diego Aguirre. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, no CT da Barra Funda, o dirigente elencou as razões que fizeram a diretoria optar pela troca no comando e disse que, a partir de agora, acredita que o time terá mais chances de terminar o Campeonato Brasileiro no G4. Atualmente, o Tricolor ocupa a quinta colocação com 58 pontos, mesma pontuação do Grêmio, em quarto por ter uma vitória a mais. As duas equipes se enfrentam na próxima quinta-feira, no Morumbi, pela 34ª rodada.

– Claro que a comissão tentou de tudo, trabalhando aqui, mas a própria comissão reconheceu que estava difícil. Isso fez com que tomássemos a decisão de que não seguiria para 2019. Deixando claro para ele (Aguirre) que uma das principais razões é que a gente acredita que vai ter uma reação, uma melhora, por isso a decisão é difícil, por isso há riscos. Tem responsabilidades, que eu encabecei – afirmou o dirigente.

Antes da entrevista coletiva, Raí fez um pronunciamento elencando os motivos para ter feito a mudança e disse que a decisão foi encabeçada por ele. Chamou a responsabilidade. O dirigente também chegou a dizer que a mensagem do trabalho de Aguirre não estava mais sendo absorvida pelos jogadores.

 

– Da forma que vinha vindo, e as pessoas com que discuti, nos leva a crer que teremos mais chances de estar entre os quatro primeiros, o G4. Essa é uma das principais razões. Mudança é sempre traumática, envolve relações humanas. Neste momento de tomar uma decisão ou outra, temos que pensar também naquilo que a gente acredita, o interesse da instituição. Classificando-se entre os quatro primeiros, temos uma vantagem muito boa para a próxima temporada – completou o ídolo do São Paulo, referindo-se ao fato de a posição dar vaga direto na fase de grupos da Libertadores.

Raí falou por cerca de 15 minutos. Antes de abrir para as perguntas, pediu aos jornalistas que não questionassem sobre a definição de comando para o ano que vem, pois não faria projeções. O substituto de Aguirre será o auxiliar André Jardine, integrante da comissão permanente do São Paulo. Raí não descartou que ele seja efetivado no cargo de treinador após as cinco partidas que restam do Brasileiro.

O dirigente do São Paulo assegurou que a decisão pela saída de Aguirre não foi fruto de um caso específico, como a insatisfação do meia-atacante Nene com decisões do treinador de deixá-lo no banco nas últimas partidas. Mas tudo entra em um pacote.

Aguirre tinha contrato até dezembro deste ano e, segundo Raí, antecipou-se a saída pelo fato de a diretoria ter decidido que o vínculo não será renovado. Acompanhe abaixo trechos da entrevista do dirigente.