Gestante foi internada após procurar pronto-socorro com dores e hospital teria optado por aguardar o parto normal

A Polícia Civil de Birigui (SP) irá instaurar inquérito para investigar as causas da morte um recém-nascido logo após o parto, realizado na Santa Casa da cidade. A criança teve três paradas cardíacas e morreu enquanto era transferida para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal.

O boletim de ocorrência denunciando o caso à polícia foi registrado no início da tarde desta quarta-feira (10), por uma representante comercial de 33 anos, que é cunhada da mãe do recém-nascido.

Ela contou que na segunda-feira (8), a gestante estava sentindo dores, procurou o pronto-socorro de Birigui e foi constatado que a bolsa não tinha mais líquido aminoático.

Cesariana

De acordo com a declarante, a paciente foi encaminhada para a Santa Casa com a recomendação de ser submetida a cesariana. Entretanto, segundo ela, a médica que fez o atendimento disse que aguardaria o parto normal e a manteve internada.

Por volta 11h de terça-feira (9), a gestante teria passado a receber injeções para forçar as contrações necessárias para o parto, que aconteceu apenas às 18h17.

Assim que nasceu, o bebê chorou, mas em seguida sofreu três paradas cardíacas e a equipe médica conseguiu reanimá-lo nas três ocasiões.

Por volta das 23h, a tia do recém-nascido foi informada que ele seria transferido para a UTI da Santa Casa de Votuporanga, devido às complicações sofridas no parto.

Foi providenciada uma UTI móvel para fazer a transferência, mas a criança morreu antes de chegar ao hospital.

Consta no boletim de ocorrência que a médica que recebeu o corpo emitiu a notificação de óbitou e determinou que o fato fosse comunicado à polícia para que fosse encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.

Ainda segundo a declarante, a mãe da criança permanecia internada na Santa Casa de Birigui até o início da tarde desta quarta-feira, por isso ela ainda não tinha sido registrada em cartório.

Sindicância

Em nota enviada à imprensa, a OSS (Organização Social de Saúde) da Santa Casa de Misericórdia de Birigui afirma que foi seguido todo o protocolo de Ginecologia e Obstetrícia durante o atendimento e que uma sindicância será instaurada para apurar os fatos.

Fonte: Hojemais