Região noroeste volta a contratar mais do que demitir

Pela primeira vez desde abril, a Região de Araçatuba fechou com saldo positivo na geração de empregos. O resultado foi constatado em levantamento feito pelo economista e pesquisador em economia local e regional, professor Marco Aurélio Barbosa de Souza, como base em dados do Ministério da Economia. Segundo ele, o desempenho sinaliza uma perspectiva de gradativa reversão da situação econômica regional que foi impactada pela pandemia de Covid-19.

De acordo com o estudo, em julho de 2020, houve a contratação de 4.346 trabalhadores nos 43 municípios da região, enquanto as demissões totalizaram 3.964 trabalhadores. Isso resultou em um saldo positivo de 382 postos de trabalho.

O pesquisador destaca que o resultado positivo é importante em decorrência de dois aspecto. O primeiro, por representar uma descontinuidade de tendência negativa que vinha ocorrendo desde o final do primeiro quadrimestre. Em abril, o saldo regional foi – 2.437; em maio, – 2.106; e, em junho, – 75.

Outro aspecto importante, destaca ele, é que alguns setores antes bem impactados pela crise apresentam sinais de retomada, com destaque para o comércio e serviços, que fecharam com saldo positivo em julho: 229 e 78 vagas abertas, respectivamente. Apenas a indústria ainda apresenta resultado negativo (86 empregos a menos). Entretanto, Souza destaca que houve uma melhora em relação ao resultado de junho. Ele ainda considera uma tendência de em agosto fechar com saldo positivo.

Em seu trabalho, o economista fez ainda a separação dos dados para visualização do resultado, analisando a idade e o grau de instrução. O objetivo é subsidiar os agentes locais na formulação de políticas públicas de desenvolvimento local.

Em relação a idade, o professor constatou que, nas faixas entre 17 e 39 anos, o resultado foi positivo, com contrações superando demissões. Por outro lado, nas faixas de 40 a 65 anos ou mais, o saldo foi negativo.

Quanto ao nível de formação, o estudo mostrou que as contratações de pessoas com maior nível de instrução (ensino médio completo, superior incompleto e superior completo) apresentaram melhores resultados. Por outro lado, para as admissões de trabalhadores analfabetos, com ensino fundamental incompleto, completo e médio incompleto, o foi saldo negativo, ou seja, demissões superaram as contratações.