Um dos empresários que cuidam da carreira do jogador esteve na Vila Belmiro antes do jogo contra o Botafogo-SP; Jesualdo vê atacante focado

Soteldo e Carlos Sánchez comemoram gol do Santos contra o Botafogo-SP — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Soteldo e Carlos Sánchez comemoram gol do Santos contra o Botafogo-SP — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Enquanto o atacante venezuelano, com proposta de R$ 51 milhões do Atlético-MG, se preparava para entrar em campo e ser decisivo na vitória sobre o Botafogo, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, um de seus agentes estava reunido no departamento jurídico do Santos para discutir o futuro de seu cliente. O encontro durou quase duas horas.

Em pauta, numa sala na Vila Belmiro, o valor que o Peixe ainda precisa pagar ao Huachipato, do Chile, pela compra de Soteldo – e que interessa ao jogador. De acordo com o Alvinegro, os 3,3 milhões de dólares (cerca de R$ 13 milhões, à época) foram divididos em três parcelas (uma paga no ato e outras duas a vencer), mas os chilenos alegam que há uma dívida.

O Huachipato, portanto, ainda não repassou cerca de 350 mil dólares (algo em torno de R$ 1,5 milhão) aos quais Soteldo teria direito pela transferência, como apurado pelo GloboEsporte.com. O atacante venezuelano está decidido a permanecer na Vila Belmiro, mas pediu para seus empresários buscarem uma solução para receber o valor.

Insatisfeito com o negócio com o Santos, o Huachipato, que detém 50% dos direitos econômicos de Soteldo, tenta vender o atacante venezuelano para o Atlético-MG para receber à vista e alega que o Peixe, após a proposta do Galo, precisa comprar os outros 50% do jogador por 6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 25,5 milhões).

O Santos, porém, não tem interesse em negociar Soteldo por um valor abaixo da multa contratual ou em comprar mais 50% de seus direitos econômicos. Há, também, uma dúvida no que o Huachipato alega: se o valor teria de ser pago à vista ou parcelado até o fim do contrato.