Diretoria não esconde que esperava muito mais neste início de ano, mas não pretende demitir o treinador neste momento. Pressão pode ficar insustentável em caso de eliminação

 

André Jardine

A não ser que algo mude nas próximas horas, a derrota por 2 a 0 para o Talleres (ARG), em Córdoba, não resultará na demissão de André Jardine do cargo de treinador do São Paulo. O treino desta quinta-feira, que seria aberto à imprensa, será todo realizado com portões fechados, mas isso não significa que o futuro do gaúcho de 39 anos estará em discussão no CT da Barra Funda.

Raí, diretor de futebol do clube, deu um voto de confiança público a Jardine logo após o jogo na Argentina e afirmou que “a tendência é que tenha bastante tempo para trabalhar”. A diretoria, porém, não esconde que não está satisfeita com o início de trabalho e que espera melhoras com urgência.

 

– Continuo acreditando no estilo dele, no trabalho e nos resultados. Obviamente está bem abaixo do que a gente esperava até agora, mas acredito bastante no trabalho dele no dia a dia, no poder de mobilizar os jogadores – disse Raí.

Uma eliminação na quarta-feira que vem, dependendo de como a equipe se apresentar, pode tornar a pressão pela troca de treinador insuportável. O nome de Jardine divide opiniões desde sua escolha para substituir Diego Aguirre, em novembro do ano passado, mas o ex-auxiliar sempre teve as duas figuras mais pesadas do clube ao seu lado: tanto Raí quanto o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva são entusiastas do trabalho dele e foram os maiores defensores de sua efetivação.