Tricolor investiga irregularidade na transferência do jogador e por isso não inicia outra conversa

Guilherme Bissoli em treino no São Paulo — Foto: Ivan Altman / saopaulofc.net

Guilherme Bissoli em treino no São Paulo — Foto: Ivan Altman / saopaulofc.net

Gabriel Novaes, atacante formado nas categorias de base do São Paulo, entrou na mira do Athletico-PR. O jogador esteve emprestado ao Barcelona B e passou pelo também espanhol Córdoba.

O São Paulo recebeu consultas sobre a possibilidade de emprestar Gabriel Novaes ao clube paranaense. Só que o Tricolor negou dar sequência na negociação por conta do impasse que existe com o Athletico em relação ao também atacante Guilherme Bissoli, outro formado em Cotia.

A tentativa de acordo por Gabriel Novaes tinha opção de compra fixada em 1,5 milhão de euros (R$ 6,9 milhões) – para efeito de comparação, o empréstimo ao Barcelona B tinha opção de 5 milhões de euros (R$ 23 milhões). O Furacão ficaria responsável por pagar os salários do atacante de 20 anos.

Mas o São Paulo não topou conversar sobre Gabriel Novaes no Athlético-PR, pois quer uma solução para o “caso Bissoli”. Entenda a confusão abaixo. Diante disso, uma transferência de Gabriel Novaes ao Furacão é improvável. Há possibilidades de outros clubes abertas ao atleta.

O empresário de Gabriel Novaes, João Celso, disse estar alinhado com o gerente executivo de futebol do São Paulo, Alexandre Pássaro. O agente afirmou que está de acordo com a decisão tomada pelo dirigente na operação.

Caso Bissoli
Uma possível manobra feita pelo Athletico-PR no empréstimo do meia-atacante Guilherme Bissoli é investigada pelo São Paulo, clube formador do atleta, e pode render uma indenização ao Tricolor caso a irregularidade seja confirmada.

No fim de 2018, o Athletico tentou assinar um pré-contrato com Bissoli antes do fim de seu vínculo com o São Paulo, que se encerrava em janeiro. O clube, porém, queria a permanência do jogador e, por ser o formador, tinha o direito de cobrir o valor proposto pelo Athletico para continuar com o atleta – era o primeiro contrato profissional do meia-atacante.

O São Paulo assim o fez e cobriu as propostas duas vezes para realizar a renovação. Caso o Athletico ainda quisesse o meia-atacante, uma indenização deveria ser paga. Bissoli, no entanto, não quis permanecer no São Paulo por conta do tratamento recebido pelo clube. Como não aceitou certas condições salariais, ele ficou de agosto a janeiro treinando no CT de Cotia, longe do elenco principal.

A grande reivindicação por parte das pessoas que gerem a carreira de Guilherme Bissoli era a questão salarial. Por ser uma das promessas e artilheiro da base são-paulina, acreditavam que o jogador poderia ser melhor valorizado, algo que não aconteceu.