Clubes foram exemplos de administração e conquistas, mas hoje vivem problemas parecidos dentro e fora de campo e se enfrentam por liderança do Brasileirão

São Paulo e Internacional entram em campo nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Morumbi, em partida que vale a liderança do Campeonato Brasileiro, e revivem uma rivalidade que no início do século definiu títulos e acirrou uma disputa por quem conquistava mais taças.

A Globo transmite São Paulo x Inter para SP, RS, SC, PR, MG (regiões de Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba), GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, CE, MA e PA. O Premiere exibe para todo o Brasil. O ge mostra ao vivo o pré-jogo direto do Morumbi e acompanha a partida em tempo real com vídeos exclusivos de gols e lances.

O Tricolor, por exemplo, foi tricampeão brasileiro, campeão da Copa Sul-Americana, campeão da Libertadores e do Mundial. O Inter, por sua vez, foi bicampeão da Libertadores (vencendo o São Paulo na final em uma e na semifinal em outr), campeão mundial, da Copa Sul-Americana e bicampeão da Recopa.

Nos bastidores, as disputas também aconteciam, principalmente na contratação de jogadores. Miranda, Oscar, Guiñazu e Dagoberto são alguns dos exemplos que causaram certo “barulho” entre os dois clubes.

Mas veio a nova década, e as coisas mudaram. Antes vistos como exemplos de administração, se tornaram clubes caóticos, viram os títulos sumirem e passaram a lidar com ameaças de rebaixamento – no caso do Inter, ameaça concretizada.

Agora, voltam a disputar um título, podendo encerrar longas secas: o São Paulo não é campeão desde 2012 (não ganha o Brasileirão desde 2008), e o Inter não ganha um título de peso desde 2011 (não ganha o Brasileirão desde 1979).

Um título para reorganizar o São Paulo…
O São Paulo se tornou um clube modelo no início dos anos 2000, ainda nos primórdios das consequências da Lei Pelé, promulgada em 1998. Os dirigentes do Morumbi eram elogiados por entenderem melhor o fim da lei do passe e por formarem times fortes sem grandes gastos.

Os resultados começaram a aparecer em 2004, quando o São Paulo chegou à semifinal da Copa Libertadores, com o embrião do time que, no ano seguinte, seria tricampeão continental e tricampeão do mundo.