Secretaria de Educação de Birigui capacita profissionais para atender exigências da Lei Lucas

A Secretaria Municipal de Educação de Birigui promoveu, nesta segunda-feira (01/08), uma capacitação sobre noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários da rede municipal de ensino, prevista na Lei Lucas (lei federal 13.722/2018).

A ação foi desenvolvida em parceria com o Corpo de Bombeiros de Birigui e reuniu cerca de 120 profissionais, em dois turnos, no auditório do Centro Administrativo da Prefeitura de Birigui. Eles tiveram aulas teóricas e práticas e receberão certificado de participação.

“Entendemos que mais do que cumprir uma legislação, nossos profissionais estão recebendo informações que são fundamentais para a preservação da vida, caso se deparem com uma situação de emergência, dentro do ambiente escolar”, pontuou a secretária de Educação, Iládia Cristina Marin Amádio.

O 2º sargento PM Roberto Camara, do Corpo de Bombeiros, que comandou a formação, disse que a ideia é que ao participar da capacitação os envolvidos possam atuar como multiplicadores das informações dentro de suas unidades escolares.

“Abordamos desde a origem da lei, onde buscar atendimento, falamos sobre acidentes domésticos, acidentes com animais peçonhentos, convulsões, sangramento nasal, ferimentos em tecidos moles, traumas, intoxicações e principalmente engasgamento”, elencou o sargento.

Conforme a diretora do Departamento Municipal de Ensino Fundamental, Miriá Marques Moreno, disse que o foco da capacitação foi dar o suporte necessário para os colaboradores da rede. “O objetivo é garantir que todos saibam agir até que a assistência médica especializada chegue a unidade escolar”.

ORIGEM DA LEI

A Lei Lucas foi sancionada em 2018. Ela obriga que os profissionais de escolas de educação infantil e básica da rede pública ou privada sejam capacitados sobre noções básicas de primeiros socorros. Ela prevê que as capacitações sejam atualizadas anualmente.

A criação da lei ocorreu após um acidente envolvendo Lucas Begalli, de 10 anos, em setembro de 2017, em Campinas. Ele faleceu ao se engasgar com um lanche durante um passeio escolar. Depois dessa fatalidade, surgiu um debate sobre a segurança e falta de capacitação em primeiros socorros no ambiente escolar.