Para treinador, clubes das Séries A e B do Brasileiro, federações e CBF deveriam se unir em fundo capaz de ajudar financeiramente os jogadores que sofrerão mais com a paralisação da bola

O Campeonato Mineiro 2021 será paralisado pela Federação Mineira de Futebol (FMF), após decisão do Governo de Minas, diante da pandemia da Covid-19. O Estado está na onda roxa, com restrições mais rígidas para conter o vírus. Um tema que foi novamente abordado pelo técnico Lisca, do América-MG. Ele sugeriu que clubes e jogadores com menos capacidade econômica sejam ajudados pela elite do futebol no Brasil, citando um “auxílio emergencial” da bola.

“Não podemos deixar nenhum profissional desatendido, não só no futebol. Já tivemos auxilio emergencial que foi fundamental. Meu irmão está com restaurante fechado em Porto Alegre. Prejuízo enorme. Vários profissionais autônomos que não estão trabalhando” (Lisca)

O técnico se colocou favorável a um movimento coletivo de federações estaduais, CBF, e os 40 principais clubes do país, para a criação de um fundo econômico capaz de abastecer as necessidades das entidades de menor expressão. O auxílio emergencial no futebol já foi assunto debatido no Governo Federal. Em 2020, a lei de ajuda ao esporte sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro teve a parte do auxílio vetada.

  • Se tiver que parar… Os clubes menores… Acho que nós, treinadores e clubes das Séries A e B, CBF e Federações, deveriam se mobilizar para criar auxílio emergencial do jogador de futebol profissional pelo tempo que ele ficar parado. Ajudando os clubes que não tiverem capacidade para pagar esses profissionais pelo tempo que ficarem parados.

No início do mês, Lisca já havia manifestado opinião condenando a tabela da Copa do Brasil, que obrigaria clubes a atravessar o país para a disputa de jogos. Na época, Lisca não se sentiu apoiado por alguns segmentos do esporte. Agora, ele deixou claro que não defende a parada do futebol, mas apontou suas palavras naquele dia como premonitórias.

Não sou a favor ou contra de nada. Dei a minha opinião sobre as viagens da Copa do Brasil, há três semanas (…) A minha colocação foi de ver os deslocamentos da Copa do Brasil. Hoje eu vi vários infectologistas falando que isso é uma bomba. A Ponte e o Marília estão com casos. O Marília foi para Varginha, depois não sei aonde. Jogaram os caras na estrada. Eu avisei há duas semanas que seria difícil.