Trabalhos são providências normais e não por qualquer problema estrutural do centro de compras

Técnicos da empresa Azeredo Engenharia, de São Paulo, realizarão, entre hoje (22) e amanhã (23), uma avaliação e testes para início de recuperação de parte da estrutura onde estava a marquise do Penápolis Shopping Center que cedeu e vitimou fatalmente a jovem Késia Aquilino Cândido, de 18 anos e feriu a fisioterapeuta Juliana Maria Garcia, de 38.

O acidente ocorreu em 23 de novembro do ano passado. Em comunicado emitido pela direção do centro de compras e publicado na edição impressa deste sábado pelo INTERIOR, os trabalhos são providências normais e não por qualquer problema estrutural do shopping, que recebe, semanalmente, vistoria e se encontra em “perfeitas condições de estabilidade”.

A direção ainda reforça que a ação feita pela empresa atestará e garantirá a total estabilidade da marquise da rua São Francisco e que o prédio não apresenta o mínimo risco aos lojistas, funcionários e, principalmente, aos usuários. “Esperamos concluir, em breve, os serviços de recuperação e, com isso, poder retornar as atividades normais”, finaliza a nota.

No dia do acidente, testemunhas relataram que ouviram um barulho assustador e correram para a frente do shopping, quando viram a marquise caída. Houve choro, pânico e pedidos de socorro. Késia foi ao Centro para adquirir uma peça de roupa.

O marido, que estava com o filho, foi até um lava jato. Após fazer sua compra, a jovem foi até o shopping usar o celular da irmã – que trabalha em uma das lojas -, já que seu aparelho estava em casa carregando a bateria. Após entrar em contato com o esposo, a vítima se despediu e foi até o lado de fora, embaixo da marquise, esperá-lo, quando a estrutura cedeu.

Juliana foi socorrida por uma ambulância e levada ao pronto-socorro. Devido à gravidade, foi transferida para um hospital particular de Araçatuba, onde passou por procedimento cirúrgico na coluna e ficou internada por 11 dias. As investigações sobre as causas da queda da marquise prosseguem.

A Polícia Civil já instaurou inquérito e ouvirá testemunhas, além de aguardar os laudos do IC (Instituto de Criminalística), que realizou uma perícia detalhada no local. O Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo) também acompanha o caso.